O Orçamento Municipal de Amarante para 2026, no valor de 101,7 milhões de euros, foi aprovado por maioria na Assembleia Municipal, na sessão de 27 de dezembro. A proposta contou com os votos favoráveis do PSD, CDS, CHEGA, do grupo de cidadãos “Juntos por Ansiães” e dos presidentes de junta eleitos pelo Partido Socialista. Os deputados municipais do PS optaram pela abstenção.
Trata-se de um orçamento que o executivo classifica como ambicioso e equilibrado, orientado para uma estratégia de desenvolvimento sustentada, mantendo a estabilidade financeira do município e preparando o concelho para os desafios futuros.
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, apresentou este como o primeiro orçamento do atual mandato, sublinhando o sentido de responsabilidade e o compromisso com as pessoas, as freguesias e o futuro do concelho. Segundo o autarca, o documento dá continuidade a um projeto político consistente que, na última década, transformou profundamente Amarante e reforçou a sua afirmação a nível regional e nacional.
A habitação surge como prioridade absoluta, com a continuidade da Estratégia Local de Habitação e a construção de 349 habitações, das quais trinta e cinco por cento serão destinadas a jovens até aos 35 anos.
Na educação, estão previstas novas creches, a construção do Jardim de Infância de Real, do Centro Escolar Professor António Cardoso e a requalificação de vários estabelecimentos de ensino.
A coesão territorial, o apoio às freguesias, a atração de investimento, a valorização cultural, o reforço da rede de saneamento, o desporto e as políticas de juventude são outras das apostas centrais deste orçamento, que mantém ainda o IMI no mínimo legal e reforça os apoios às famílias.
O município prevê, à semelhança dos anos anteriores, concluir 2025 sem dívidas a fornecedores, transitando para 2026 com a situação financeira regularizada.

