FUTEBOL: João Silvestre deixa comando técnico do ADC Várzea do Douro

O ADC Várzea do Douro anunciou, esta quinta-feira, 30 de abril, através das redes sociais, que João Silvestre não vai continuar ao leme da equipa sénior na próxima temporada. O adjunto André Magalhães e o treinador de guarda-redes, Jorge Costa, também estão de saída.

O treinador, de 36 anos, encerra assim um ciclo de quase um ano no clube do concelho do Marco de Canaveses, que concluiu a Série 1 da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AF Porto) no oitavo lugar, com 43 pontos, um desfecho aquém das expectativas iniciais.

Durante largos meses, o conjunto duriense manteve-se na luta pelos lugares de acesso à Fase de Apuramento de Campeão, mas cinco derrotas administrativas na fase decisiva comprometeram o objetivo.

No comunicado de despedida, o clube sublinha a marca deixada por Silvestre para lá dos resultados: “Foi líder, foi voz nos momentos difíceis, foi crença quando ela parecia faltar. Numa caminhada que nem sempre foi fácil, nunca se escondeu. Assumiu, lutou, trabalhou.”

O ADC Várzea do Douro agradece igualmente ao restante staff técnico, reconhecendo o “mesmo compromisso, a mesma paixão e a mesma dedicação” ao longo de toda a época.

André Magalhães, João Silvestre e Jorge Costa

Da parte de João Silvestre, a publicação nas redes sociais reflete um balanço agridoce.

“A quatro jornadas do fim, com três jogos em casa e um fora por disputar, vínhamos numa série de 13 jogos a pontuar e estávamos a três pontos do segundo classificado, na luta pelo acesso à fase final, lugar onde muitos duvidaram que conseguiríamos estar. Entretanto, a notícia de um golpe muito duro. Por questões administrativas, ser-nos-iam retirados pontos. Difícil de compreender. Muito difícil de aceitar”, escreveu.

O técnico recorda que chegou ao clube “com a ambição de ir mais longe, de sonhar mais alto”, mas admite que a época foi “exigente e desgastante”, com dificuldades “dentro, mas sobretudo fora de campo” e “momentos de divisão interna”.

Sobre as penalizações, não esconde a dureza do golpe: “Houve revolta. Houve desânimo. Mas também houve carácter”.

Silvestre garante, ainda assim, sair “de consciência tranquila”, e deixa em aberto os próximos passos da carreira: “Agora, consciente do que quero e do que não quero, é tempo de descanso, de ponderar e de aguardar pelo próximo passo. O futuro não me ilude, entusiasma-me”, concluiu.

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