FUTEBOL: Manuel Sousa volta ao comando técnico do FC Cête. “É um regresso que me deixou muito feliz” [C/AUDIO]

Manuel Sousa está de regresso ao comando técnico do FC Cête. O treinador, de 34 anos, volta ao clube do concelho de Paredes, que já tinha orientado no início da temporada passada, antes de sair, por iniciativa própria, para assumir o Gens SC, num escalão superior.

Agora, o técnico regressa a uma realidade diferente. O FC Cête garantiu na época anterior a subida à Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AF Porto) e prepara-se para disputar, em 2026/27, um campeonato de maior exigência.

“Há regressos que sabem muito bem. Este é um regresso que me deixa muito feliz”, afirmou Manuel Sousa, que reconhece a importância da confiança demonstrada pela estrutura do clube.

“Ter a confiança das pessoas para me fazer regressar, sem dúvida alguma que pesou”, acrescentou, destacando também o apoio da direção e dos jogadores na decisão de voltar.

Apesar de estar agora num patamar competitivo superior, o treinador não esconde a ambição. Manuel Sousa aponta como grande objetivo da temporada uma “manutenção tranquila”, mas sem abdicar de procurar voos mais altos.

“O clube tem vindo a mostrar que é bastante ambicioso. As pessoas que o rodeiam são muito ambiciosas. O objetivo é que consigamos uma manutenção tranquila, mas sem nunca esquecer coisas boas, coisas melhores. Acho que vai ser esse o nosso grande objetivo: continuar esta projeção do clube e a ambição que o clube tem vindo a mostrar”, adiantou.

A continuidade é uma das principais apostas para a nova temporada. O plantel sofreu poucas alterações, com apenas três saídas, numa equipa cuja base foi construída pelo próprio Manuel Sousa, em conjunto com a direção e a anterior equipa técnica.

“Praticamente não muda. Saíram três jogadores”, revelou. O treinador considera que essa estabilidade poderá ser importante na adaptação ao novo escalão, até porque conhece bem os jogadores que permanecem no grupo.

“Há aqui uma grande continuidade. Há poucas contratações, contratações pontuais, de gente que vem para acrescentar. O objetivo, era manter a base que tínhamos, e conseguimos fazer isso”, revelou.

Os reforços foram escolhidos para responder às necessidades identificadas no plantel. A ideia passou por acrescentar qualidade sem alterar a identidade da equipa.

“A visão foi identificar o que é que faltava à equipa, tanto em termos de posições como em termos de características”, explicou Manuel Sousa. “Conseguimos colmatar essas posições e essas características que provavelmente o grupo tinha em falta, com capacidade tanto humana como técnica. Estamos muito contentes com o plantel que construímos”, garantiu.

Quanto ao campeonato, Manuel Sousa considera que existem clubes com capacidade financeira para construir plantéis com outro nível de qualidade individual e que, por isso, deverão partir com algum favoritismo.

Ainda assim, o treinador deixa espaço para a surpresa, lembrando que o rendimento em campo nem sempre corresponde às previsões feitas antes da competição. “Dentro de campo, as coisas podem acontecer de forma diferente, como acontecem em todos os campeonatos, em todas as épocas”.

A equipa técnica liderada por Manuel Sousa é constituído ainda pelo adjunto Joaquim Sousa, pelo preparador-físico André Costa, pelo treinador de guarda-redes Hugo Rodrigues e pelo analista Vítor Jorge.

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