O FC Lixa foi despromovido à Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), este domingo, 24 de maio. A sentença chegou com a derrota, fora de portas, frente ao FC Pedras Rubras, por 2-0, na 34.ª e última jornada da Liga Pro.
O clube azul e branco encerra a competição no 15.º lugar, primeiro abaixo da linha de água, com 40 pontos, e vai disputar o segundo escalão distrital na próxima época.
Marcos Nunes, treinador que chegou ao comando da equipa no início de fevereiro, com a missão de garantir a manutenção, reconheceu o insucesso, mas defendeu o empenho da estrutura ao longo da temporada.
“Fomos despromovidos, mas conscientes de que toda a gente da estrutura fez tudo para que nada nos faltasse”, afirmou, sem procurar desviar responsabilidades.
“Não vale a pena arranjar culpados. A responsabilidade é minha. Eu sabia do projeto que me foi apresentado. Agora há que analisar o que falhou”, disse.
O técnico deixou ainda elogios ao emblema lixense, considerando tratar-se de “um grandíssimo clube, muito sério e muito especial”, sublinhando que “dá tudo aos jogadores, não deixa que falte nada e é cumpridor”.
E apelou à reação: “O Lixa não merecia este desfecho. Há que levantar a cabeça. Este clube vai voltar mais forte”.
Questionado sobre a continuidade no cargo na próxima época, Marcos Nunes admitiu a possibilidade, apesar de ainda não ter havido conversações com a direção.
“Darei prioridade ao Lixa, embora ainda não tenha existido qualquer conversa. Mas se a direção achar que sou a pessoa ideal para voltar a colocar o Lixa na divisão que merece estar, sem dúvida nenhuma que darei prioridade ao Lixa”, assegurou.
O FC Lixa regressa ao segundo escalão da AF Porto, de onde tinha saído no final da temporada 2022/2023.
