A Câmara Municipal de Marco de Canaveses está a promover, em parceria com a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa e em articulação com as juntas de freguesia, uma operação de beneficiação de caminhos florestais, integrada na estratégia de prevenção de incêndios rurais.
A intervenção decorre no âmbito de uma iniciativa conjunta dos municípios que integram a CIM do Tâmega e Sousa e incide sobre percursos previamente identificados no Plano Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais de Marco de Canaveses.
A seleção dos locais contou ainda com o contributo dos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses e das juntas de freguesia, tendo em conta as necessidades operacionais no terreno.
O coordenador do Serviço Municipal da Proteção Civil, Bruno Monteiro, sublinha que a aposta passa por atuar antes da ocorrência de incêndios.
“Esta é uma das muitas iniciativas que temos no município de Marco de Canaveses na área da prevenção e da luta contra os incêndios. Em vez de investirmos apenas durante ou depois das ocorrências, estamos a investir antes, para minimizar os impactos caso venha a acontecer um incêndio”, afirmou.
Segundo o responsável, os trabalhos consistem na recuperação e melhoria de caminhos florestais para facilitar a atuação dos meios de socorro.
“Aquilo que está a acontecer em concreto é que estamos a beneficiar e a recuperar alguns caminhos florestais para dar melhores acessos aos operacionais durante um incêndio. Além disso, estes caminhos servem também como pontos de pré-posicionamento dos bombeiros e podem funcionar como faixas de descontinuidade, ajudando a travar a propagação das chamas”, explicou.

Nesta primeira fase, a máquina de rastos utilizada na intervenção encontra-se a percorrer os diferentes concelhos da CIM do Tâmega e Sousa, estando agora a operar em Marco de Canaveses. Bruno Monteiro garante, no entanto, que o trabalho terá continuidade.
“Esta é apenas a primeira fase. A máquina está a passar pelos vários municípios e, numa próxima etapa, vamos dar continuidade a este processo. Mais importante do que a altura do ano é garantir que os bombeiros dispõem de acessos em condições para combater um incêndio, sempre que isso seja necessário”, referiu.
As intervenções estão, nesta fase, concentradas nas zonas consideradas prioritárias, nomeadamente nas freguesias com maior índice de risco de incêndio, associadas às serras do Montedeiras, da Aboboreira e do Crasto, na freguesia de Vila Boa de Quires.
Ainda assim, o objetivo passa por alargar os trabalhos a todo o território florestal do concelho sempre que se justifique.
“O que estamos a fazer agora é estabelecer prioridades. A ideia é que todas as áreas de domínio florestal possam ser intervencionadas, caso seja necessário”, concluiu.
