Eduardo Mota é o novo timoneiro do Imperial SC Sobreirense. É o regresso ao clube do concelho de Paredes, onde deu os primeiros passos na carreira de treinador em 2019/2020.
O técnico, de 36 anos, sucede a Pedro Magalhães e prepara-se para orientar a equipa sénior na Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), depois da subida alcançada com o segundo lugar na série 4 da 1.ª Divisão.
Mais do que um novo desafio desportivo, Eduardo Mota admite que o regresso teve uma forte componente emocional.
“Acho que foi mais chamado do que outra coisa. Há muito tempo que o Sobreirense me pedia para voltar, mas só agora ficaram reunidas as condições para regressar. Claro que sempre que vou para um projeto tenho ambição, mas se fosse apenas pelo projeto teria aceitado outros convites, que tive, de clubes de divisões superiores. É mesmo pelo chamado que vou para o Sobreirense”, confessou.
O treinador regressa a uma casa que conhece bem, depois de uma primeira passagem entre 2019 e 2021. Desde então, orientou FC Vila Boa de Quires, AD Baião, GRD Rans e GD Livração, clube que comandou na última temporada.
Para o novo ciclo, a principal meta passa por assegurar estabilidade num campeonato que considera bastante exigente.
“O que foi proposto foi uma manutenção tranquila. A Divisão de Honra é uma realidade muito difícil e o objetivo passa por dar estabilidade ao clube”, afirmou, recordando o impacto que teve na primeira passagem pelo Sobreirense.
“Em 90 anos de história, o clube nunca tinha conseguido manter-se na divisão para onde subia e isso aconteceu pela primeira vez connosco”, lembrou.
Apesar da prudência assumida, Eduardo Mota não esconde a ambição de construir algo mais sólido a médio prazo.
“Acredito que este é um projeto de afirmação. Tentar afirmar o clube na Honra e criar um projeto sustentável. Depois, quando houver estabilidade, poderemos pensar noutros objetivos”, referiu.
O técnico aponta ainda à possibilidade de melhorar a melhor classificação de sempre do clube no escalão, precisamente alcançada sob o seu comando. “Queremos, pelo menos, melhorar o oitavo lugar que conseguimos na altura”.
A preparação da nova época obrigará também a ajustes no plantel. O treinador admite mudanças significativas, embora pretenda manter uma base importante da equipa que garantiu a subida.
“Da casa deverão ficar dez a quinze jogadores. Depois teremos de reforçar. Há muito talento no Sobreirense e isso ficou provado com a subida, mas da 1.ª Divisão para a Honra existe um salto qualitativo importante”, analisou.
Ainda assim, Eduardo Mota acredita que a combinação entre continuidade e reforços poderá permitir uma temporada tranquila.
“Com algumas mexidas e alguns jogadores que consideramos importantes, acredito que podemos fazer um campeonato interessante. O próprio plantel e o clube estão conscientes de que serão necessárias alterações, mas conto muito com o núcleo forte da casa, porque acho que existe muito talento no Sobreirense”, sublinhou.
Na nova etapa ao serviço do clube paredense, Eduardo Mota voltará a trabalhar com os habituais adjuntos João Ferreira e Rui Fonseca.

