PENAFIEL: Pedro Cepeda encara concurso para construção do IC35 como um “momento histórico” [C/AUDIO]

O lançamento do concurso público para a construção da fase final do IC35, que ligará Penafiel a Castelo de Paiva, é encarado pela autarquia como um “momento histórico”. O anúncio, que deverá ser publicado em Diário da República, esta quarta-feira, representa um investimento estimado em cerca de 100 milhões de euros.

Para Pedro Cepeda, presidente da Câmara Municipal de Penafiel, trata-se de “um momento de alento 25 anos depois da queda da Ponte Hintze Ribeiro”.

O autarca recorda que, na sequência da tragédia de 2001, o país assumiu o compromisso de construir o IC35 como alternativa à Estrada Nacional 106 (EN106).

“Passados 25 anos, apenas está construída a nova ponte que substituiu a Ponte Hintze Ribeiro e um pequeno troço. O IC35 só será verdadeiramente impactante e útil quando estiver concluído na sua plenitude, ligando o centro até Castelo de Paiva”, afirmou.

Segundo Pedro Cepeda, a abertura do concurso público simboliza o cumprimento de uma promessa antiga e é também uma forma de homenagear as vítimas da tragédia que marcou profundamente a região.

“Representa o reconhecimento daquele compromisso assumido há 25 anos e uma forma de honrar as vítimas e todos os que estiveram envolvidos naquela tragédia”, sublinhou.

Com cerca de 12 quilómetros de extensão, o traçado do IC35 atravessará o centro e o sul do concelho de Penafiel, melhorando as acessibilidades às zonas ribeirinhas do Tâmega e do Douro. A autarquia antevê novas oportunidades no setor turístico, nomeadamente nas frentes ribeirinhas de Entre-os-Rios, Castelo de Paiva e Penafiel.

Paralelamente, a Câmara Municipal está a desenvolver projetos de valorização dos terrenos junto aos futuros nós de acesso. Está prevista a criação de novas zonas industriais ao longo do corredor da via, com o objetivo de atrair investimento privado.

Como exemplo, Pedro Cepeda aponta o nó de Rans, onde uma futura zona industrial ficará a cerca de um quilómetro da A4, reforçando a competitividade do território na captação de empresas.

Apesar do impacto económico esperado, o presidente da autarquia frisa que a principal mais-valia da nova infraestrutura será ao nível da segurança.

Nos últimos 20 anos, morreram 14 pessoas na EN106. A via, de caráter urbano em vários troços, apresenta elevados volumes de tráfego, incluindo veículos pesados, e carece de condições adequadas de segurança, com zonas sem passeios e paragens de autocarro desprotegidas.

“O IC35 irá contribuir para descongestionar a Nacional 106 e melhorar a segurança de quem vive e circula diariamente nesta estrada”, concluiu o autarca.

A concretização da obra é vista, assim, como um passo decisivo para o desenvolvimento regional, reforço da coesão territorial e promoção de maior segurança para milhares de utilizadores diários.

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