O Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo de Paiva foi, no passado sábado, palco de uma cerimónia promovida pela Associação dos Combatentes do Ultramar Português (ACUP). O evento marcou a imposição de Medalhas de Campanha a oito ex-combatentes paivenses que serviram nas antigas colónias portuguesas durante a Guerra do Ultramar.
A sessão solene, antecedida por um momento musical protagonizado pelo Ensemble de Clarinetes da Academia de Música de Castelo de Paiva, contou com a presença de várias entidades civis e militares. Entre elas, destacaram-se o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Cardoso, o presidente da Assembleia Municipal, Vítor Moreira, a vice-presidente da autarquia, Susana Sousa, o presidente da ACUP, José da Silva Moreira, e o subdiretor-geral de Recursos Humanos da Defesa Nacional, Pedro Vieira.
A imposição das medalhas esteve a cargo do Coronel José Miguel Ramalho, comandante do Regimento de Engenharia n.º 3 de Espinho.

Durante a cerimónia, José Moreira, presidente da ACUP, sublinhou o significado deste momento, que já vai na oitava edição.
“Trata-se de uma cerimónia simples, mas carregada de grande simbolismo. A Medalha de Campanha é a prova da presença dos nossos combatentes na Guerra do Ultramar, onde tantos foram obrigados a servir e a defender os desígnios da Pátria, com sacrifício e coragem”.
Vítor Moreira, presidente da Assembleia Municipal, classificou a Guerra Colonial como “um dos capítulos mais marcantes da nossa história contemporânea”, destacando o dever de honrar a memória dos que serviram, mas também de refletir sobre os valores da paz e da liberdade que emergiram após esse período.

Por sua vez, o presidente da Câmara, Ricardo Cardoso, enalteceu “a dignidade, o patriotismo e a coragem” dos soldados paivenses, lembrando que “Castelo de Paiva deve-lhes gratidão eterna”.
“Cada um de vós carrega na alma a dura experiência da guerra, mas hoje a vossa coragem e determinação são reconhecidas através desta medalha, símbolo de gratidão e de honra ao serviço da Pátria”, afirmou.
A jornada comemorativa encerrou com a conferência “Do Ultramar ao Presente: 50 anos depois”, realizada no Centro de Interpretação da Cultura Local, onde diversos oradores abordaram temas relacionados com a experiência e o legado dos antigos combatentes portugueses.

