O Partido Socialista (PS) de Marco de Canaveses acusou o Partido Social Democrata (PSD) local de tentar tirar proveito político do lançamento da obra de eletrificação do troço ferroviário entre o Marco e o Peso da Régua, uma intervenção considerada estratégica para o interior norte do país.
Em comunicado, os socialistas congratulam-se com o arranque da empreitada, classificada como “um investimento de enorme importância” para o desenvolvimento económico, social e turístico da região, mas criticam aquilo que descrevem como uma tentativa de “colher os frutos de um trabalho para o qual nada contribuíram”.
A obra insere-se no programa nacional Ferrovia 2020 e foi lançada a concurso público em 2023 pelo então Governo liderado por António Costa (PS). O PS de Marco considera que o avanço do projeto confirma o compromisso do partido com a coesão territorial e a valorização da Linha do Douro, eixo considerado estruturante para a mobilidade e competitividade do interior norte.
Recordando que foi igualmente sob governação socialista que se modernizou o troço entre Caíde e Marco de Canaveses, o PS aponta essa intervenção como determinante para aproximar a população de empresas, universidades e serviços essenciais. Nesse sentido, os socialistas acusam o PSD de se limitar a “assinar o papel da consignação” da nova obra, tentando capitalizar politicamente um investimento que, dizem, “tem clara marca socialista”.
O PS destaca ainda a criação do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), que permitiu poupanças significativas para os utilizadores da ferrovia e contribuiu para transformar a Estação do Marco numa das mais movimentadas da região do Tâmega e Sousa.
No plano municipal, os socialistas sublinham também os investimentos complementares promovidos pela autarquia liderada por Cristina Vieira (PS), como a construção de um parque de estacionamento junto à Estação do Marco, com um custo de 850 mil euros, já em funcionamento, e outro na Estação da Livração, estimado em 260 mil euros, com parecer positivo da Infraestruturas de Portugal.
O PS termina reafirmando que continuará “ao lado da ferrovia, dos marcoenses e do desenvolvimento do território”, e alerta para o risco de “politizações oportunistas” em torno de obras que, defende, “só agora avançam graças ao esforço continuado de governos e autarcas socialistas”.

