O Município do Marco de Canaveses, em parceria com a Rede Social, está a implementar “Culturalidades”, um projeto que recorre ao Teatro do Oprimido, na vertente teatro-fórum, para fortalecer a participação e o empoderamento de grupos vulneráveis.
A iniciativa dirige-se a idosos isolados, vítimas de violência doméstica ou de violência no namoro, cuidadores informais, migrantes e crianças com deficiência.
Assente na metodologia criada por Augusto Boal, o teatro-fórum permite que o público deixe de ser mero espectador e passe a intervir diretamente nas cenas, testando soluções para problemas reais representados em palco. A fase piloto do projeto está a ser desenvolvida com um grupo de mulheres, que trabalha histórias de vida relacionadas com direitos humanos e distintas formas de desigualdade.
Segundo Raquel Pereira, vereadora com o pelouro da Ação Social, esta abordagem tem-se revelado particularmente eficaz na aproximação às comunidades mais frágeis.
“É uma iniciativa que utiliza o teatro como ferramenta de inclusão e fortalecimento das comunidades mais vulneráveis do nosso concelho”, afirmou.
A autarca destacou ainda “a dedicação da ação social” e o modo como o projeto conseguiu envolver diferentes públicos, abordando temas como o isolamento na terceira idade, a violência no namoro e na vida conjugal, as dificuldades enfrentadas por migrantes e os desafios das crianças com deficiência.
“Queremos que a participação ativa seja cada vez mais um pilar do trabalho social no concelho, e projetos como o ‘Culturalidades’ demonstram que é possível inovar na forma como ouvimos e apoiamos os nossos cidadãos”.
O “Culturalidades” integra a operação “Participação ativa, igualdade de oportunidades e não discriminação de grupos vulneráveis de Marco de Canaveses” e é financiado pelo NORTE2030, Portugal 2030 e pela União Europeia.