MARCO DE CANAVESES: Município promove 40 iniciativas no Mês da Proteção Civil [C/AUDIO]

A Câmara Municipal de Marco de Canaveses, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, está a dinamizar cerca de 40 iniciativas no âmbito do Mês da Proteção Civil, assinalado em março. A programação visa reforçar a prevenção, a segurança e a preparação da comunidade para responder a situações de emergência.

O conjunto de ações envolve escolas, instituições e diversos agentes de proteção civil do concelho, numa estratégia centrada na sensibilização pública e no treino operacional.

As atividades arrancaram no dia 3 de março, no Jardim de Infância de Vale do Covo, na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão, que recebeu uma ação de sensibilização dedicada às “mochilas de emergência”, dirigida aos mais novos.

O coordenador municipal de Proteção Civil, Bruno Monteiro, sublinha que o concelho tem vindo a consolidar um sistema “bastante enraizado”, fruto de um trabalho contínuo e articulado entre diferentes intervenientes.

“O dia 1 de março é o Dia Internacional da Proteção Civil e nós, aqui no Marco de Canaveses, já temos um sistema de proteção civil bastante enraizado. Temos aqui uma série de iniciativas que passam necessariamente por uma ação de muitos intervenientes”, referiu.

Entre as iniciativas previstas está a realização de um simulacro de incêndio na CERCIMARCO, envolvendo todos os agentes de proteção civil, bem como exercícios semelhantes noutras instituições e agrupamentos escolares do concelho.

Está igualmente programada uma ação de fogo controlado com os vários intervenientes da área florestal, com o objetivo de reforçar o treino operacional para cenários de incêndio rural, um dos principais riscos identificados no território.

“O que pretendemos é conseguir ter aqui um treino operacional em caso de incêndio rural, porque nós sabemos que estamos expostos a este risco”, explicou Bruno Monteiro.

O programa contempla ainda ações de formação em suporte básico de vida nas escolas e uma mostra de meios de proteção civil na Escola Secundária do Marco de Canaveses, permitindo à comunidade escolar contactar de perto com os recursos e equipamentos disponíveis.

Para o responsável, um dos sinais de maturidade do sistema local é o facto de as próprias escolas e instituições desafiarem o município a promover novas iniciativas.

“Temos já um nível de maturidade que era aquilo que nós pretendíamos, que é as iniciativas partem muito mais do ponto de vista externo, ou seja, são as escolas e as instituições a desafiar-nos para a criação destas iniciativas”, destacou.

Bruno Monteiro acredita que as novas gerações estão hoje mais preparadas para lidar com situações de risco e que podem desempenhar um papel importante na disseminação de comportamentos de autoproteção junto da restante população.

“Não é uma questão de intuição, é mesmo de certeza que no Marco de Canaveses, até pela dimensão que temos dado à proteção civil, estamos mais preparados ou, pelo menos, mais conscientes para este facto. Já é muito importante”, afirmou.

O coordenador recorda que, apesar de ser um território “muito bonito”, o concelho apresenta riscos significativos, desde os incêndios rurais aos perigos associados aos dois grandes rios que o atravessam.

Nesse âmbito, o município tem reforçado o investimento na prevenção, nomeadamente através do aumento de equipas de sapadores florestais, do reforço de apoios aos bombeiros voluntários e da criação de Unidades Locais de Proteção Civil, uma estrutura que considera diferenciadora a nível nacional.

As ações desenvolvidas em articulação com a Autoridade Marítima Nacional, tendo em conta os riscos associados ao meio aquático, e a aposta na sensibilização para riscos domésticos completam a estratégia.

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