O mau tempo que tem assolado Portugal nos últimos dias provocou “mais de 70 ocorrências” no concelho de Marco de Canaveses ao longo de cerca de uma semana, sobretudo relacionadas com deslizamentos de terras, quedas de muros e de árvores.
A informação foi avançada pelo vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, José Manuel Carvalho, que sublinha que a situação local reflete o cenário vivido a nível nacional.
Segundo o autarca, os últimos dias “têm sido intensos” no concelho, com várias ocorrências registadas em diferentes freguesias.
“Hoje, em particular, tivemos situações de deslizamentos de terras e quedas de muros, nomeadamente na freguesia do Marco, na Rua do Moinho e em Tuías, e um conjunto significativo de deslizamentos de terras e quedas de árvores um pouco por todo o concelho, com particular incidência nas freguesias mais ribeirinhas, como Paços Gaiolo, Penha Longa, Paredes de Viadores, Sande e São Lourenço, Bem Viver, na parte de Magrelos, e ainda Alpendorada”, adiantou.

O vereador explicou que o agravamento da situação resulta da acumulação de vários dias de chuva intensa, que deixou os solos “muito saturados”, aumentando o risco de novas ocorrências.
Nesse sentido, admitiu que, face ao elevado volume de precipitação que se tem verificado, é expectável que continuem a registar-se “quedas de muros e de outras estruturas”.
Perante este cenário, garantiu que os serviços municipais “se encontram em alerta permanente, com o Plano Municipal de Operações para Situações de Intempéries ativado e equipas no terreno de forma contínua”.
José Manuel Carvalho destacou a articulação entre todos os agentes da Proteção Civil, referindo que estão mobilizados os serviços municipais, o Serviço Municipal de Proteção Civil, as unidades locais de Proteção Civil das freguesias, os bombeiros, a GNR e todas as entidades que integram o dispositivo concelhio.
O responsável manifestou ainda “um sentimento de gratidão” pela colaboração de todos, salientando que a prioridade tem sido dada “às situações mais urgentes”, em particular aquelas “em que habitações ficam sem qualquer tipo de acesso”.

Questionado sobre a subida dos caudais dos rios Douro e Tâmega, o José Manuel Carvalho assegurou que “as cotas estão a ser monitorizadas de forma permanente pela APA, pela APDL e pelos serviços de Proteção Civil”.
No caso do Douro, referiu que existe “uma coordenação contínua ao longo de todo o rio, devido às descargas provenientes de Espanha”.
Ainda assim, confirmou que “o cais de Bitetos e o cais do Torrão se encontram encerrados”, devido à subida do nível da água, alertando que, face à persistência da chuva, a cota poderá ainda aumentar.
Apesar disso, garantiu que, até ao momento, “não há registo de habitações em risco direto”.
O apelo deixado à população passa por acompanhar atentamente os avisos emitidos pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, manter-se afastada das zonas de risco, evitar deslocações desnecessárias e reportar de imediato qualquer anomalia às autoridades, para que a resposta possa ser dada “o mais rapidamente possível”.

