MARCO DE CANAVESES: Burlas a idosos com uso indevido do nome da Farmácia Nova [C/AUDIO]

A Farmácia Nova, com sede em Marco de Canaveses, lançou, esta semana, um alerta à população, após terem sido reportadas tentativas de burla a idosos na região. A situação envolve um indivíduo desconhecido que se tem feito passar por colaborador da farmácia, com o objetivo de enganar pessoas mais vulneráveis.

Fernando Couto Ribeiro, administrador da Farmácia Nova, confirma o caso e explica que a situação se tem centrado na zona de Vila Boa do Bispo.

“O que estava a acontecer tinha incidência em Vila Boa do Bispo. Ao que parece, um indivíduo, não identificado, aproximava-se de casas, onde vivem idosos, com a desculpa de que trabalhava na Farmácia Nova e esta andava a fazer um levantamento das necessidades da população”, contou.

Segundo Fernando Couto Ribeiro, o burlão estudava os hábitos da vítima e dizia saber que eram clientes da farmácia, uma estratégia que visava criar empatia e conquistar a confiança das pessoas.

“Nesse processo criava uma relação de empatia, com a tentativa de se aproximar da pessoa idosa, conseguir a confiança dela e burlá-la”, acrescentou.

Até ao momento, foram identificadas duas tentativas de burla, sendo que uma delas foi prontamente reportada. O administrador da Farmácia Nova sublinha que os burlões aproveitam o nome de instituições com credibilidade para aproximar-se das vítimas e perpetuar o engano.

A Farmácia Nova fez circular um comunicado público a alertar a comunidade para este tipo de situação, reforçando que “não envia colaboradores porta a porta sem aviso prévio” e pedindo atenção redobrada, especialmente à população mais idosa.

“Foi a tentar cumprir esse dever com a comunidade que nós fizemos o comunicado”, afirmou.

Fernando Couto Ribeiro aconselha ainda os cidadãos, sobretudo os mais idosos, a estarem atentos: “Se tiverem alguma dúvida, peçam a identificação da pessoa. E não hesitem em contactar a farmácia. Nós cá estaremos para esclarecer, mas que fique claro que não temos pessoas a angariar qualquer tipo de serviço na comunidade”.

O administrador alerta que este tipo de crime pode afetar outras instituições: “Hoje foi a Farmácia Nova, mas amanhã pode ser hipoteticamente alguém da Câmara ou da Segurança Social”.

O conselho final é claro: “Se desconfiarem de alguma situação, contactem imediatamente as autoridades”.

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