BAIÃO: Almofrela ganha novo espaço comunitário e digital após requalificação de antiga escola [C/AUDIO]

Foi inaugurado, esta terça-feira, 17 de março, em Baião, um novo espaço multifuncional instalado na antiga escola primária de Almofrela, edifício que esteve desativado durante vários anos. A cerimónia de abertura marcou a apresentação de um projeto que pretende dinamizar a aldeia e reforçar a ligação entre comunidade, visitantes e investigadores.

A infraestrutura, agora requalificada, passa a funcionar como centro de serviços digitais, espaço de trabalho colaborativo e ponto de encontro entre diferentes entidades. O equipamento assume ainda um papel relevante na receção de turistas interessados na aldeia de Almofrela e na Serra da Aboboreira, contribuindo para a valorização do território.

A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, destacou o caráter versátil do novo espaço, sublinhando que foi concebido para acolher diferentes tipos de iniciativas.

“Queremos que seja um espaço flexível, adaptável a vários projetos e necessidades, desde atividades culturais a iniciativas ligadas ao desporto de natureza ou ao desenvolvimento da própria aldeia”, afirmou.

A autarca salientou ainda a localização estratégica do edifício, próxima da Serra da Aboboreira e de um relevante complexo arqueológico, o que poderá potenciar novas dinâmicas turísticas e científicas. Apesar de já estar apto a funcionar, a abertura ao público dependerá ainda de “questões logísticas”, devendo ocorrer “o mais brevemente possível”.

Ana Raquel Azevedo adiantou também que o concelho tem outras escolas por recuperar, algumas no âmbito da estratégia local de habitação, enquanto outras poderão vir a ser requalificadas para fins comunitários semelhantes.

Já Nuno Fonseca, presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, enquadrou o projeto numa visão mais ampla de desenvolvimento regional. O responsável destacou a necessidade de conciliar a componente industrial com a ruralidade, promovendo a sustentabilidade e a valorização dos recursos locais.

“O que pretendemos é afirmar este território como sustentável, tirando partido do enorme potencial que existe em pequenas aldeias como Almofrela”, afirmou, acrescentando que este tipo de iniciativas, mesmo de menor dimensão, pode ter um impacto significativo na transformação dos territórios.

O responsável sublinhou ainda a importância da cooperação transfronteiriça, não apenas pelo financiamento, mas também pela partilha de boas práticas entre municípios portugueses e espanhóis, considerando que “há muito a ganhar” com este tipo de parcerias.

O investimento rondou os 400 mil euros, inserido num plano mais abrangente de 1,5 milhões de euros. O projeto integra uma iniciativa transfronteiriça cofinanciada pelo programa INTERREG Espanha–Portugal, que visa aumentar a resiliência das regiões rurais, nomeadamente face ao risco de incêndios florestais, e promover o desenvolvimento sustentável destes territórios.

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