AMARANTE: Solar dos Magalhães dá lugar a museu da memória [C/AUDIO]

A obra de requalificação do Solar dos Magalhães, considerado um símbolo da resistência da população amarantina contra as tropas de Napoleão, foi inaugurada na passada sexta-feira. O edifício será transformado em Museu da Identidade e Memória de Amarante (MIMAR).

O projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira ultrapassou os 3,5 milhões de euros.

“A obra em si, e só por si, ajuda a interpretar tudo aquilo que é a zona envolvente. No estudo que fizemos, em que olhamos para todo o desenvolvimento da cidade ao longo dos séculos, percebemos a importância estratégica que este espaço tem, estando aqui de frente para aquele que era o itinerário principal que nos ligava ao Porto e para a zona do litoral. A partir de agora vamos poder revisitar essa memória e contar aquilo que este edifício sofreu à conta das invasões francesas e todo o propósito desta obra”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar.

O edifício, datado da segunda metade do sec. XVI, foi incendiado em 1809. A requalificação foi financiada pelo NORTE2020, através do Plano de Ação e Reabilitação Urbana (PARU). O novo espaço assumirá a designação de Museu de Identidade e Memória de Amarante (MIMAR) e será palco de uma programação que tem vindo a ser trabalhada “há mais de um ano”, indicou o autarca.

“Todo o programa foi pensado para que aqui fosse o Museu da Identidade e Memória de Amarante, até porque há aqui uma vertente muito tecnológica. No fim das obras do Museu Amadeo de Souza Cardoso, iremos iniciar essa fase 2, para que dentro de pouco tempo, enfim, possamos ver aquilo que será este novo museu, que se chamará Mimar”, acrescentou.

A partir de 15 de março, o MIMAR recebe a exposição “A Marginália de Amadeo”.

Partilhar