AMARANTE: Município e ICNF assinam protocolo para requalificação do Parque Florestal

O Município de Amarante e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) assinaram na manhã desta terça-feira, dia 30 de dezembro, um protocolo de colaboração que permite avançar, de imediato, com obras e investimentos no Parque Florestal de Amarante.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Jorge Ricardo, este acordo representa “um passo muito importante para o lazer dos amarantinos”, sublinhando o papel central do parque como espaço de contacto com a natureza, com o rio Tâmega e de utilização social pela população.

No âmbito do protocolo, está prevista a criação de um Parque Multifuncional, que irá incluir um parque infantil, um parque de merendas e zonas de estacionamento para viaturas ligeiras e autocarros. Para apoiar estas intervenções, o ICNF atribuiu ao Município uma comparticipação financeira de 150 mil euros. As novas valências estão inscritas no orçamento municipal para 2026, aprovado na Assembleia Municipal a 27 de dezembro de 2025.

O acordo prevê ainda a requalificação e manutenção das áreas públicas de visitação, a demolição de antigas estruturas usadas como aviário e a realização de trabalhos de poda e abate de árvores, por razões de segurança. Está também contemplado o arranque de um projeto de promoção e conservação da floresta, com foco no aumento da biodiversidade e na valorização da paisagem, através da integração de vegetação autóctone.

As áreas de visitação passarão a funcionar como um espaço verde multifuncional, com zonas de sombra, clareiras para atividades ao ar livre e melhores condições para os visitantes.

O ICNF manifestou interesse na proposta de cogestão apresentada pelo Município, considerando que esta se enquadra numa estratégia de cooperação com agentes locais e de utilização sustentável dos recursos naturais.

Este protocolo é independente do processo judicial em curso relativo à Quinta de Codeçais, integrada no Parque Florestal de Amarante desde 1922. Ainda assim, Jorge Ricardo destaca que o mais importante é que “já é possível começar a trabalhar na nova vida do pulmão verde de Amarante”, independentemente da decisão do tribunal.

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