David Moina está de regresso ao banco da UD Torrados. O treinador, de 48 anos, sucede a Luís Mendes e reencontra um clube que já orientou entre 2012 e 2017.
O retorno ficou marcado por uma vitória, por 3-1, no terreno do Caíde de Rei, na partida da 9.ª jornada da Série 1 da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), disputada no passado domingo, 16 de novembro.
O técnico admite que o convite foi impossível de recusar. Recorda que o clube lhe está no coração: “É óbvio que o Torrados é um clube que me diz muito. É um clube onde já fui muito feliz, onde ganhei quase tudo e onde também ganharam quase tudo comigo. Era quase impossível recusar o convite”.
Ao aceitar regressar, explica que a direção lhe pediu sobretudo para recuperar a identidade que marcou o Torrados noutras épocas. “A ideia principal da direção, e talvez por isso o convite tenha sido feito a mim, é tentar recuperar o Torrados que tínhamos há uns anos. Um Torrados humilde, trabalhador, que não tinha medo de tentar conquistar quase todos os campos. Queremos voltar a ter essa mística, voltar a aproximar o clube do povo”.
Sem metas classificativas rígidas, Moina destaca que “a ambição” deve existir, mas enquadrada na realidade atual. Questionado sobre eventuais reforços, admite que gostaria de contar com mais opções, embora perceba as limitações do clube.
“Tomara eu poder receber reforços, mas sei que a situação não é fácil. Todo o bom jogador cabe em qualquer plantel. Mesmo que o grupo esteja cheio e com bons elementos, um ou dois bons jogadores são sempre bem-vindos. Mas temos de ter noção da realidade e manter os pés no chão, com humildade”, vincou.
David Moina é acompanhado neste regresso à UD Torrados pelos adjuntos Alírio Sousa, Pedro Alves e Wesley Jhones e pelo preparador físico Tiago Leite.
A UD Torrados ocupa atualmente o quinto lugar, com 15 pontos, e vai procurar manter o novo ciclo positivo no dérbi concelhio, em casa, frente ao líder e invicto Várzea FC, agendado para o próximo sábado, 22 de novembro.

