FUTEBOL: Alma, sofrimento e glória. Marco 09 agarra Liga 3 no último suspiro [C/AUDIO & VIDEO]

Um golo de grande penalidade no último lance do campeonato. Foi assim, da forma mais dramática possível, que o Marco 09 garantiu a permanência na Liga 3, este domingo, 3 de maio, no Estádio das Laranjeiras, com um empate (2-2) frente ao União SC Paredes, na 10.ª e última jornada da Fase de Manutenção.

A equipa de Marco de Canaveses entrou melhor e adiantou-se cedo no marcador, com Garro López a abrir o ativo aos nove minutos. A superioridade evidenciada na primeira parte permitiu ao conjunto encarnado chegar ao intervalo em vantagem.

A segunda metade contou outra história: o União SC Paredes cresceu no jogo, empatou, aos 68 minutos, por Erik Santana, e chegou à reviravolta, aos 90, por André Soares, resultado que colocava o Marco 09 em posição de descida ao Campeonato de Portugal.

O que se seguiu entrou imediatamente na história do clube. Hugo Pereira, lançado aos 89 minutos, converteu uma grande penalidade, aos 90+5, no último lance do encontro, e devolveu a igualdade que valeu a permanência.

Vídeo: Nuno Moutinho

A manutenção ficou ainda selada com o auxílio do empate a zero do Braga B frente à AD Fafe, que fechou a aritmética a favor do conjunto do Marco de Canaveses.

Rafael Sousa: “É um sentimento indescritível”

No final, o treinador Rafael Sousa não escondeu a emoção e destacou o compromisso do grupo ao longo de toda a época: “É indescritível o sentimento que toda a gente está a sentir neste momento. Recordo-me do primeiro jogo que fizemos e de dizer que somos do Marco e que íamos dar a vida para garantir a permanência. Foi isso que fizemos. E nem de propósito, foi o Hugo Pereira a bater o penálti, mais uma pessoa da terra, que quer muito que o clube permaneça onde está”.

“Acho que é merecida esta manutenção, mesmo com todo o sofrimento durante os 90 minutos”, sublinhou.

Foto: Nuno Moutinho

Eduardo Felipe: “O clube, a cidade, os marcoenses merecem esta manutenção”

Já o presidente Eduardo Felipe destacou o percurso da equipa numa época exigente, valorizando o desfecho alcançado: “É uma sensação de dever cumprido. Sabíamos que, sendo o primeiro ano na Liga 3, ia ser sofrido e nunca nada é fácil para nós. Teve de ser até ao último lance, mas acho que foi justo”.

O dirigente realçou ainda o esforço coletivo ao longo da temporada: “O trabalho, a dedicação e o empenho foram enormes, mesmo com contratempos e um arranque tardio. Acaba por ser recompensador e, graças a Deus, continuamos na Liga 3”.

O apoio dos adeptos não foi esquecido: “O clube merece, a cidade merece, os marcoenses merecem. O apoio que tivemos aqui foi incondicional e esta manutenção também é muito deles”, concluiu.

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