A passagem de Alexandre Oliveira pelo banco do São Lourenço do Douro chegou ao fim de forma inesperada, este domingo, 21 de dezembro.
Logo após o desaire, por 3-1, em Várzea do Douro, no dérbi do concelho do Marco de Canaveses da 13.ª jornada da Série 1 da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), o treinador anunciou que o ciclo no clube verde e branco terminou.
A decisão, comunicada com surpresa, surge num momento em que o São Lourenço do Douro apresentava sinais de franca recuperação. Contudo, Alexandre Oliveira foi taxativo: em causa estão divergências com a cúpula do clube.
“Eu tenho uma visão, o presidente tem outra visão. Quando falámos, havia princípios de acordo em questões estruturais e da organização do clube, mas as coisas não mudaram”, explicou o técnico, de 49 anos.
Para o treinador, a continuidade no cargo exigia garantias que não foram asseguradas.
“Nós também temos as nossas exigências. Temos que dar o nosso melhor, mas também temos que exigir as condições para continuarmos a elevar o clube e as pessoas que o compõem. Quando as coisas não acontecem, cada um tem de seguir o seu caminho”, adiantou.
Alexandre Oliveira fez questão de desvalorizar a derrota com o Várzea do Douro, assegurando que o seu destino estava selado antes do apito inicial. “Fosse uma vitória ou um empate, a decisão estava tomada”, reforçou.
Alexandre Oliveira chegou ao São Lourenço do Douro no início de novembro para substituir Pedro Magalhães. Em apenas seis jogos, transformou o rosto da equipa: somou quatro vitórias e apenas duas derrotas, uma sequência que permitiu ao clube saltar do oitavo para o quinto posto da tabela classificativa.
A saída deixa agora a direção do clube perante um novo desafio. Com o novo ano à porta, a estrutura terá de encontrar o terceiro treinador da temporada.
O sucessor de Oliveira tem estreia prevista para o dia 4 de janeiro, data em que o São Lourenço do Douro recebe o Valonguense.

