Pedro Marinho assume esta época a coordenação de toda a formação do FC Aliviada. O antigo atleta do clube, de 36 anos, que representou durante 14 temporadas, aceitou o convite da direção para liderar um projeto que conta, esta época, com quatro equipas inscritas nas competições da Associação de Futebol do Porto (AF Porto): sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17.
A aposta passa por criar uma estrutura capaz de acompanhar os atletas ao longo do seu percurso, com a formação e a diversão como prioridades nos escalões mais jovens. Nos sub-11, o clube conta já com nove atletas, número que permite avançar para a competição.
“É mesmo formar, que é a palavra certa”, explica Pedro Marinho, que coloca o compromisso, a assiduidade e a pontualidade nos treinos como principais exigências para os mais novos.
“Não podemos estar a exigir nada mais, nada menos do que basicamente o compromisso, a assiduidade e a pontualidade nos treinos. O resto vai aparecer e há de aparecer, de certeza”, sustenta.
Nos escalões de sub-15 e sub-17, o responsável admite objetivos mais ambiciosos em termos desportivos, por se tratarem de fases mais avançadas do desenvolvimento dos jogadores. Ainda assim, a diversão não deixa de ter um papel central. “Eu joguei 14 épocas no Aliviada e joguei porque me divertia a jogar e gostava da modalidade. Basicamente é muito isto”.

Atualmente, o FC Aliviada conta com cerca de 50 atletas na formação de futsal, distribuídos pelos quatro escalões inscritos nas competições da AF Porto. O clube acompanha ainda “crianças mais pequenas, algumas com apenas dois anos, que frequentam os treinos numa vertente sobretudo lúdica”.
A possibilidade de inscrever uma equipa de sub-9 é outro dos objetivos do clube. Pedro Marinho revela que a criação do escalão mais baixo possível esteve, aliás, entre as principais razões para ter aceitado o convite para a coordenação.
“O principal objetivo era ter o escalão mais baixo possível”, explica. Para avançar com uma equipa de sub-9, o clube procura mais atletas e acredita que dois ou três novos jogadores poderão ser suficientes para formar um grupo.
“Se conseguíssemos angariar dois ou três meninos da zona, nem que fosse da freguesia ou das freguesias vizinhas, era ótimo, porque dois ou três já é suficiente para nós podermos ter um grupo para poder competir”, afirma.

Esta época fica ainda marcada pela existência, pela primeira vez, de uma sequência entre os escalões sub-13, sub-15 e sub-17. Uma realidade que permite ao clube criar uma transição mais natural entre equipas.
“É a primeira vez que conseguimos ter dois escalões para poder fazer a transição de atletas, sub-13 para sub-15 e, neste caso, sub-15 para os sub-17”, destaca o coordenador.
A gestão dos plantéis será, por isso, um dos desafios da temporada, sobretudo pela possibilidade de alguns atletas representarem mais do que um escalão.
“Vamos tentar que os jogos sejam em dias diferentes, poder ter atletas a fazer dois jogos, no caso de sábado e domingo. Vamos tentar fazer a gestão da melhor maneira possível”, explica.
Pedro Marinho assume o desafio com confiança: “Vai ser desafiante, vamos ver. Claro que contamos estar à altura. Eu sinto-me preparado, sinto-me motivadíssimo”.
Apesar de os grupos já estarem constituídos, o FC Aliviada mantém aberta a possibilidade de receber novos atletas. O clube divulga nas redes sociais os processos de captação e disponibiliza contactos para quem pretenda integrar os escalões de formação.
“Nada está fechado, até porque o Aliviada nunca fechou a porta a nenhum atleta”, sublinha Pedro Marinho.

A participação em torneios fora da região também ajudou a aumentar a visibilidade do clube e a atrair novos interessados. Na época passada, os sub-11 participaram num torneio em Espanha, enquanto os sub-13 e sub-17 estiveram num torneio internacional em Vila Real.
“A partir daí começámos a ter bastante procura, mesmo para convites, para apresentações, jogos de treino, e esse também parte muito por ser esse o objetivo”, conta.
A aposta na formação tem também uma meta a longo prazo: criar jogadores capazes de chegar à equipa sénior. Pedro Marinho recorda o percurso recente dos juniores, que chegaram a subir à Divisão de Elite AF Porto, mas não conseguiram reunir atletas suficientes para competir nesse escalão.

O coordenador destaca ainda alguns casos de atletas que, depois de passarem pelo FC Aliviada, deram o salto para outros clubes. Um deles representa atualmente a equipa de juniores do FC Paços de Ferreira.
No futsal feminino, Pedro Marinho aponta Constança Queirós, atleta que iniciou o percurso no Aliviada e que, na época passada, disputou a ‘Final-Four’ do Campeonato Nacional de sub-15, ao serviço do CCD Ordem.
“Começou connosco, custou um bocadinho a adaptação, mas lá foi, e começa a aparecer um bocadinho o sucesso do trabalho que ela tem demonstrado”, refere.
É neste caminho que Pedro Marinho pretende concentrar a nova função: fortalecer a formação, garantir continuidade entre escalões e criar condições para que os jovens atletas possam evoluir dentro do FC Aliviada e, no futuro, chegar à equipa sénior.
