A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens suspeitos de terem provocado o incêndio que deflagrou na passada segunda-feira, 27 de julho, no concelho de Penafiel e que consumiu cerca de 500 hectares de floresta.
Segundo as autoridades, os dois suspeitos, trabalhadores de uma pedreira situada junto a uma mancha florestal, encontravam-se a operar maquinaria pesada quando o fogo teve origem. Um deles foi, aliás, quem contactou o 112 assim que se apercebeu do início das chamas.
A utilização deste tipo de equipamento é proibida em dias de perigo “muito elevado” ou “máximo” de incêndio rural, uma vez que a lei impede o recurso a equipamentos de corte ou a métodos mecânicos que, em contacto com as rochas, possam produzir faíscas ou calor, aumentando o risco de ignição.
Os dois homens foram detidos pela PJ, com o apoio do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições do Norte Litoral, e são suspeitos da prática do crime de incêndio florestal.
O incêndio teve início ao final da manhã de segunda-feira, 27 de julho, na freguesia de Duas Igrejas. No combate às chamas estiveram mobilizados cerca de 200 operacionais, apoiados por cinco meios aéreos.
Apesar da dimensão do dispositivo, o fogo destruiu aproximadamente 500 hectares de floresta, deixou a descoberto um canil ilegal e aproximou-se da aldeia de Vila Cova.
Por precaução, foi ainda necessária a retirada de alguns moradores das suas habitações.
