O Serviço Municipal de Proteção Civil do Marco de Canaveses informou que a realização de queimas e queimadas estará interdita entre os dias 10 e 16 de junho, devido às condições meteorológicas adversas e ao elevado risco de incêndio rural previsto para os próximos dias.
Segundo o coordenador municipal de Proteção Civil, Bruno Monteiro, o concelho enfrenta um cenário de perigo de incêndio classificado como “muito elevado”, situação que implica um conjunto de restrições legais destinadas a prevenir a ocorrência de fogos.
“As temperaturas estarão elevadas nos próximos dias, a humidade relativa do ar estará muito abaixo do normal e os ventos predominantes serão de leste, que são habitualmente mais secos”, explicou o responsável, justificando a decisão de proibir qualquer tipo de queimada no território do concelho até, pelo menos, ao dia 16 de junho.
Esta situação coincide com um período de reforço do dispositivo especial de combate aos incêndios rurais, que se encontra num nível superior de prontidão face ao agravamento das condições de risco.
Fogo de artifício também pode ser proibido
Com o início das festas populares em várias localidades, a Proteção Civil alerta ainda para as restrições relacionadas com o uso de fogo. Nos dias em que o perigo de incêndio determinado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) seja classificado como “muito elevado” ou “máximo”, a utilização de fogo de artifício em espaços rurais ou florestais fica igualmente proibida.
Limpeza de terrenos decorre com níveis considerados aceitáveis
Relativamente à gestão de combustível e à limpeza de terrenos, cujo prazo foi recentemente alargado pelo Governo até ao final do mês, o balanço efetuado pelas autoridades é positivo.
“O que temos constatado é que existem níveis aceitáveis de limpeza”, referiu o coordenador, acrescentando que essa realidade contribuiu para a decisão governamental de prolongar o período destinado aos trabalhos de limpeza.
No entanto, as condições meteorológicas previstas criam algumas limitações adicionais. Durante os dias em que o perigo de incêndio se mantiver muito elevado ou máximo, também estará proibida a utilização de maquinaria suscetível de provocar ignições, como motorroçadoras e outros equipamentos motorizados utilizados na limpeza de terrenos.
A Proteção Civil reconhece que esta situação pode criar dificuldades à gestão florestal, mas sublinha que as restrições são aplicáveis a todos os cidadãos e visam reduzir ao mínimo o risco de incêndio numa fase particularmente crítica do ano.

