MARCO DE CANAVESES: Proteção Civil intervém na gestão de faixas de combustível como medida de prevenção de incêndios rurais [C/AUDIO]

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Marco de Canaveses já intervencionou mais de 88 hectares no concelho no âmbito da gestão de faixas de combustível, uma medida essencial na prevenção de incêndios rurais. A ação, desenvolvida com o apoio de sapadores florestais, deverá abranger um total de 170 hectares até ao final de 2026.

Segundo o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil, Bruno Monteiro, estas intervenções integram as competências do município na defesa da floresta contra incêndios, num investimento que ultrapassa os 160 mil euros.

“Neste momento temos cerca de 80 hectares executados e o objetivo é atingir os 170 hectares até ao final do ano. Falamos sobretudo de faixas de gestão de combustível na rede viária que atravessa espaços florestais”, explicou.

A gestão de faixas de combustível consiste, na prática, na criação de zonas onde a vegetação é controlada, funcionando como barreiras à propagação de incêndios.

“São espaços definidos em plano que permitem criar uma descontinuidade, interrompendo a progressão de um eventual incêndio e facilitando o acesso aos meios de combate”, referiu o responsável.

As intervenções abrangem praticamente todas as freguesias do concelho, embora existam áreas consideradas mais sensíveis devido ao histórico de ocorrências. Entre elas destacam-se Montedeiras, Aboboreira e Vila Boa de Quires, onde o risco é mais elevado e, por isso, a atuação tem sido mais intensa.

Bruno Monteiro sublinha que este tipo de ações pode ser determinante na proteção de pessoas e bens.

“Estamos a falar de prevenção. Num território com forte componente rural como o nosso, estas faixas podem fazer a diferença ao travar ou condicionar a progressão de um incêndio”, afirmou.

Com a aproximação do prazo legal para a limpeza de terrenos, fixado em 31 de maio, o responsável reconhece um aumento no cumprimento por parte da população, apesar das dificuldades acrescidas causadas pela elevada pluviosidade deste ano, que favoreceu o crescimento da vegetação.

Ainda assim, deixou um apelo aos proprietários para que garantam a limpeza dos seus terrenos, sobretudo nas zonas junto a habitações.

“É fundamental evitar situações de risco que possam resultar em tragédias”, alertou.

O incumprimento destas obrigações pode resultar em coimas significativas: até 5 mil euros para particulares e até 60 mil euros para entidades coletivas. Além disso, caso o município tenha de proceder à limpeza em substituição dos proprietários, os custos serão posteriormente cobrados aos mesmos.

O coordenador recorda ainda que o próprio município, enquanto proprietário, também está sujeito às mesmas regras e prazos. “Temos a responsabilidade de dar o exemplo e cumprir aquilo que é exigido a todos”, concluiu.

Ano caso dos particulares, a medida aplica-se à remoção de vegetação junto de habitações, edifícios e infraestruturas.

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