Iniciou, a 25 de outubro, um ciclo de formação destinado aos clubes que competem na Liga Marcoense de Futebol Amador (LIMFA), com o objetivo de reforçar o conhecimento dos regulamentos internos, clarificar direitos e deveres dos atletas e promover uma cultura de ‘fair-play’ e tolerância zero à violência.
As ações contam com a colaboração das advogadas Palmira Mendes e Sandra Loureiro e ainda de dois agentes do destacamento da GNR de Amarante, ambos com experiência em iniciativas ligadas ao desporto.
Palmira Mendes, presidente da LIMFA, explica que decidiu levar a formação diretamente aos clubes porque, como afirma, “já que Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”.
A dirigente sublinha que a liga procurou criar maior proximidade com os atletas e garantir que todos compreendem as regras.
“Iniciámos esta ação de sensibilização a 25 de outubro com o objetivo de criar maior proximidade e de assegurar que os atletas conhecem os regulamentos internos. Jogar na LIMFA implica esse conhecimento e, em caso de incumprimento, existem sanções que podem ir desde multa à suspensão ou expulsão”, detalha.
A responsável reforça que a formação não se limita ao enquadramento disciplinar: “Mais importante do que as sanções é que os atletas saibam que no desporto não pode haver violência. Queremos violência zero, queremos ‘fair-play’. Para haver respeito entre todos é essencial que estas ações sejam relembradas várias vezes”.

As sessões são conduzidas pela própria Palmira Mendes, advogada, pela presidente do Conselho de Justiça, Sandra Loureiro, também advogada, e pelos dois agentes da GNR.
“Temos pessoas com larga experiência neste tipo de sensibilização, no desporto e noutras áreas. Já realizámos ações em Penha Longa, Avessadas, Feira Nova e Manhuncelos”, adianta.
A presidente da LIMFA destaca o impacto positivo deste contacto direto com os atletas. “Tem sido fantástico conhecê-los. São maioritariamente trabalhadores, poucos são estudantes, e têm dificuldade em vir às formações programadas num dia e hora fixos. Por isso decidimos ir nós: uma hora num dia de treino, uma hora antes, por exemplo”.
A iniciativa continuará na segunda volta do campeonato, já em janeiro do próximo ano, junto de Carvalhosa, Cruzeiro, Maureles e Sande.
“Tem sido uma experiência enriquecedora para todos, sobretudo ao nível da prevenção, da salvaguarda de direitos e do cumprimento dos deveres desportivos. O ‘fair play’ em sentido amplo é essencial e a violência zero é o que pretendemos. O mais importante é que as pessoas se divirtam”.
Palmira Mendes confessa que pretende que a LIMFA venha a ser, no futuro, “reconhecida a nível nacional como a melhor liga amadora nesta âmbito”.
“Estas ações são uma forma de credibilizar as competições e de atrair parceiros, como as Câmaras Municipais e as empresas locais, para que continuem a apostar no futebol amador. Este é o verdadeiro alicerce do desporto que queremos preservar durante muitos anos, mas sem esses apoios será difícil prosseguir”, concluiu.

