PENAFIEL: Festa do Caldo de Quintandona regressa com três dias de sabores e tradição [C/AUDIO]

A Festa do Caldo de Quintandona está de regresso entre os dias 18 e 20 de setembro, na Aldeia Preservada de Quintandona, em Lagares e Figueira, no concelho de Penafiel.

Promovida pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural de Quintandona (CASAXINÉ), a iniciativa chega à décima oitava edição com três dias dedicados à gastronomia, música, cultura, tradição e convívio.

Um dos principais destaques será o caldo, mas os visitantes poderão também provar outros sabores tradicionais, entre os quais queijo da terra, papas de sarrabulho e sopa seca.

“Esta já é a 18.ª edição, e vamos ter muita música, gastronomia e a feira de artesanato”, explica Belmiro Barbosa, da organização.

A edição deste ano contará com 64 expositores de artesanato, além de vários momentos de animação de rua e música tradicional.

A organização procedeu também a algumas alterações na disposição do recinto, com o objetivo de melhorar a circulação e proporcionar maior conforto aos visitantes.

“Reorganizamos um bocadinho a disposição da feira e do próprio recinto principal para que as pessoas estejam confortáveis”, adianta Belmiro Barbosa.

A escolha do caldo como elemento central da festa está diretamente ligada à história de Quintandona.

Segundo a organização, há cerca de 100 anos o caldo fazia parte da alimentação diária das famílias da aldeia, sendo consumido a várias horas do dia.

“Comia-se caldo ao meio-dia, à noite, e ao pequeno-almoço. Portanto, o caldo é a base do nosso evento”, recorda Belmiro Barbosa.

A tradição mantém-se como um dos principais motivos de atração da festa. “Nós servimos milhares e milhares de tigelas de caldo. As pessoas podem não conseguir comer mais nada, mas se não tiverem caldo vão chateadas para casa”, brinca o responsável.

Mais do que promover a gastronomia local, a Festa do Caldo pretende contribuir para manter Quintandona como uma aldeia viva.

A recuperação do património foi, segundo Belmiro Barbosa, o primeiro passo de um projeto que procurou depois criar atividades capazes de atrair visitantes e valorizar as tradições locais.

“Primeiro foi recuperar a aldeia, recuperar o património. E depois quisemos que a aldeia fosse uma aldeia viva. Tínhamos que criar atividades para promover aquilo que uma aldeia tem de bom”, explica.

Com mais de 300 anos de história, Quintandona mantém atualmente atividades ao longo de todo o ano. O Centro Interpretativo acolhe exposições e disponibiliza produtos produzidos pelos próprios moradores e artesãos locais.

A programação da Festa do Caldo inclui música tradicional, artesanato e animação de rua, procurando proporcionar uma experiência dirigida a várias gerações.

“Normalmente são famílias completas que passam aqui um dia em atividade”, refere o responsável da CASAXINÉ.

A expectativa da organização é voltar a receber milhares de visitantes, num evento que pretende afirmar Quintandona como um espaço de valorização do património e das tradições locais.

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