O Município de Marco de Canaveses está a concentrar esforços na reposição da normalidade e na avaliação dos prejuízos provocados pelas sucessivas tempestades que atingiram o território desde 27 de janeiro. Depois de vários dias de intervenção no terreno, a autarquia contabiliza já mais de 120 ocorrências distribuídas por praticamente todas as freguesias do concelho.
O vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, José Manuel Carvalho, explicou que, embora a maior incidência do mau tempo se tenha verificado na região Centro do país, o concelho foi igualmente afetado por níveis de pluviosidade muito acima da média, com dezenas de incidências.
“As ocorrências registadas dizem sobretudo respeito a deslizamentos de terras, quedas de muros, cortes de vias, degradação acentuada dos pavimentos e queda de árvores”, referiu o autarca.
Apesar do esforço contínuo das equipas no terreno, que envolvem Proteção Civil, Divisão de Vias de Comunicação, bombeiros, GNR, e juntas de freguesia, há ainda arruamentos que permanecem cortados por falta de condições mínimas de circulação.
Entre as situações mais críticas estão a Rua de Vinheiros, em Soalhães, a Rua dos Sapateiros, em Sobretâmega, onde ocorreu uma derrocada total da via, a Rua de Nossa Senhora da Guia, em Penhalonga, e o Caminho de Vila Cete, em Alpendurada. Em alguns casos, foi necessário intervir de urgência para salvaguardar infraestruturas essenciais, como adutoras de abastecimento de água.

Mantém-se igualmente interdito o acesso a zonas ribeirinhas e a alguns espaços públicos, por razões de segurança.
A prioridade, segundo José Manuel Carvalho, tem sido “garantir o acesso às habitações e minimizar os transtornos à população. Ainda assim, há vias que permanecem cortadas por falta de condições de segurança”.
Os danos materiais são considerados “elevadíssimos”, incidindo tanto em património privado , como muros de suporte e terrenos agrícolas, em infraestruturas públicas, nomeadamente vias municipais e respetivos sistemas de suporte.
O município está a proceder ao levantamento sistemático dos prejuízos, em articulação com as juntas de freguesia, para posterior apuramento global.
“No final, quando tivermos todos os dados consolidados, teremos certamente um valor muito significativo de prejuízos. Mas, nesta fase, o essencial é garantir que a vida dos marcoenses regressa à normalidade o mais rapidamente possível”, concluiu.
O Município garante que o plano municipal para situações de intempérie se mantém ativo e que as equipas continuarão no terreno até estar plenamente restabelecida a normalidade no concelho.

