A Câmara Municipal do Marco de Canaveses e a Unidade de Saúde Pública identificaram as doenças respiratórias, cardiovasculares e a obesidade como os principais desafios de saúde pública no concelho, na sequência de uma reunião de trabalho realizada, na quarta-feira, 6 de maio, nos Paços do Concelho.
O encontro contou com a participação da presidente da autarquia, Cristina Vieira, e teve como objetivo analisar o diagnóstico da situação de saúde local e definir prioridades de atuação conjunta entre o município e as entidades de saúde.
Os dados agora apresentados irão servir de base à atualização da Estratégia Local de Saúde e ao reforço da articulação institucional, numa altura em que vários indicadores revelam um cenário preocupante.
Entre os problemas mais críticos destacam-se as doenças do aparelho respiratório, cujos valores no concelho rondam quase o triplo da média regional. Segundo o diagnóstico, esta realidade poderá estar associada à exposição frequente a poeiras, fumos e gases sem proteção adequada.
A tuberculose continua igualmente sob vigilância apertada. Apesar dos avanços alcançados com a criação do novo Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP), o concelho regista ainda uma incidência de 40 casos por 100 mil habitantes, valor que representa cerca do dobro da média regional.

O relatório aponta também para uma elevada prevalência de doenças cardiovasculares, obesidade e excesso de peso, condições que afetam mais de um terço da população marcuense. A síndrome da coluna surge igualmente entre os problemas identificados, sendo associada ao esforço físico laboral e ao envelhecimento demográfico.
Perante este quadro, Cristina Vieira sublinhou a importância da cooperação entre as diferentes entidades de saúde e o município.
“É de extrema relevância para melhorar os cuidados de saúde aos marcuenses todo o trabalho de excelente articulação com a ULS e, por isso, a reunião foi importante para discutir várias medidas de atuação conjunta, com enfoque na prevenção e no acompanhamento de proximidade”, afirmou a autarca.
Entre as prioridades definidas estão o reforço das campanhas de literacia e educação para a saúde, a promoção da atividade física e de hábitos alimentares saudáveis, o aumento da vigilância e rastreio em contextos de maior risco e o desenvolvimento de ações dirigidas à saúde ocupacional, sobretudo em setores mais expostos a poeiras e ruído.

