BAIÃO: Presidente da Câmara acompanha obras prioritárias e anuncia intervenções para breve [C/AUDIO]

A presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, promoveu um roteiro de visitas a várias freguesias do concelho com o objetivo de planear e acompanhar um conjunto de intervenções cuja execução deverá arrancar a curto prazo. As obras, segundo a autarca, respondem a necessidades concretas das populações e visam reforçar a coesão territorial, com especial enfoque na acessibilidade e segurança.

Durante as visitas, foram analisadas intervenções maioritariamente relacionadas com pavimentações, alargamentos de vias e melhorias de acessos.

“São obras de proximidade, muitas delas identificadas como prioritárias pelos presidentes de junta e integradas no Orçamento Municipal”, explicou Ana raquel Azevedo.

Parte significativa das intervenções está também ligada aos danos provocados por intempéries recentes, que afetaram várias zonas do concelho. De acordo com a autarca, os prejuízos globais foram avaliados em cerca de quatro milhões de euros. Algumas dessas obras já estão em fase de preparação, nomeadamente em freguesias como Santa Cruz, onde se verificaram abatimentos de estrada e problemas estruturais.

Na sequência da situação de calamidade decretada no concelho, o município deverá receber uma primeira tranche de cerca de 500 mil euros do Fundo de Emergência Municipal. Embora reconheça que o valor está longe de cobrir a totalidade dos prejuízos, Ana Raquel Azevedo considera que este apoio permitirá avançar com as intervenções mais urgentes.

“Dá-nos alguma segurança para resolver situações críticas, sobretudo aquelas que colocam em causa a segurança das pessoas e a mobilidade”, afirmou.

A autarca destacou ainda que algumas obras já tiveram início antes da confirmação do apoio financeiro, por se tratarem de intervenções urgentes. Ainda assim, reconhece que será necessário estabelecer prioridades.

“Não conseguimos resolver tudo de uma vez. Estamos a identificar as situações mais urgentes para avançar com os respetivos concursos e execução no terreno”, referiu.

Entre as principais preocupações estão muros em risco de colapso, vias danificadas e zonas onde a circulação ficou comprometida, obrigando a percursos alternativos mais longos para as populações.

A presidente sublinhou também a importância da articulação com as juntas de freguesia, igualmente afetadas pelos estragos, garantindo uma resposta coordenada às necessidades locais.

No plano político e administrativo, Ana Raquel Azevedo fez um balanço dos primeiros meses de mandato, assumindo que o trabalho tem sido intenso e, muitas vezes, “invisível”. Após cerca de meio ano em funções, a autarca refere que a prioridade tem sido a organização interna, a análise de processos herdados e a preparação de novos projetos.

“Há uma mudança em curso, mas tem de ser gradual”, defendeu, acrescentando que o executivo pretende implementar a sua visão estratégica sem comprometer o funcionamento dos serviços municipais.

Relativamente à situação financeira, garantiu que as contas do município são “saudáveis”, destacando que o relatório recentemente apresentado reflete sobretudo a gestão do anterior executivo, dado o curto período de governação atual.

Partilhar