O Amarante Cine-Teatro recebeu, este domingo, o concerto “Dar Voz ao Silêncio”, uma iniciativa inserida na campanha Amarante de Igual para Igual. O evento, promovido pela Câmara Municipal de Amarante, pela Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da GNR e pela CPCJ de Amarante, uniu música e sensibilização numa ação focada na prevenção e no combate a várias formas de violência.
O objetivo passou por dar visibilidade a problemáticas que muitas vezes permanecem ocultas, envolvendo a comunidade na construção de uma sociedade mais consciente, solidária e protetora.
A vice-presidente da Câmara Municipal de Amarante, Eugénia Teixeira, sublinhou que este trabalho contínuo é essencial para valorizar as pessoas.
“Nós trabalhamos com pessoas, valorizamos as pessoas. Estes dias chamam a atenção para causas essenciais à nossa existência como as crianças e a mulher que gera a criança”.
A autarca sublinhou a necessidade de envolver toda a comunidade na defesa dos direitos e proteção das vítimas. Destacou ainda a missão OUVE-TE, através da qual associações locais desenvolvem projetos educativos, sociais, culturais ou ambientais alinhados com os objetivos da campanha.
“A música passa muitas mensagens ao mundo e hoje procurámos, através dela, consciencializar e mostrar que ninguém está sozinho”.
A presidente da CPCJ de Amarante, Sandra Teixeira, reforçou a importância deste tipo de iniciativas para lembrar o papel de cada cidadão.
“Trabalhamos diariamente para garantir que os direitos das crianças são assegurados. Se conseguirmos salvar uma criança, já estamos a cumprir a nossa missão”.
A responsável lembrou que a CPCJ atua sempre em conjunto com diversas entidades, desde autarquia, escolas, saúde e segurança social, e alertou para a fragilidade da infância na rotina acelerada das famílias.
“Às vezes basta um minuto de atenção. A felicidade de uma criança não depende da quantidade de tempo, mas da qualidade desse tempo”.
Sandra Teixeira destacou ainda a necessidade de refletir sobre a crescente substituição da presença familiar pelos ecrãs.
“Se não tivermos tempo para elas, vão acabar por se refugiar nos telemóveis. Estes momentos servem para parar e pensar”.
O espetáculo foi conduzido pela Banda Filarmónica de São Martinho de Mancelos, que já tinha apresentado o mesmo repertório em maio, num concerto solidário a favor da APAV.
A presidente da banda, Susana Pinto, explicou que todos os arranjos foram criados propositadamente para o projeto.
“Dissemos ao município que seria quase um crime deixar este repertório na gaveta. As músicas têm impacto social, carregam mensagens fortes, e grande parte das vozes são alunos da nossa escola de música”.
A banda, que conta atualmente com 35 alunos, continua a ser “uma porta aberta à comunidade”, congregando crianças, jovens, adultos e até alunos seniores.
“A música é o motivo, mas o que fazemos é muito mais do que ensinar música. É um trabalho social importante, agregador, que só é possível também com o apoio do município”.
Entre melodias, o concerto “Dar Voz ao Silêncio” reafirmou a importância da união comunitária no combate a todas as formas de violência.