Amarante apresentou, no passado sábado, dia 26 de setembro, a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura. A sessão juntou várias expressões artísticas e serviu não apenas para apresentar o plano estratégico, mas também para celebrar o trabalho desenvolvido até agora.
O presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo, garante que o município está preparado para o desafio.
“Hoje é, de facto, um dia de festa, mas é também um dia de compromisso. (…) Se tivéssemos de entregar hoje a candidatura, Amarante estaria pronta.”
A candidatura foi construída com a participação de artistas, associações, escolas, freguesias, instituições e outros agentes culturais do concelho.
O processo permitiu também definir o novo Plano Estratégico da Cultura de Amarante 2026-2036, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal.
O documento estabelece objetivos para a próxima década, entre eles melhores condições para artistas e criadores, o reforço do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, a valorização da identidade de Amarante enquanto Cidade Criativa da Música da UNESCO e uma maior descentralização da cultura pelas freguesias.

Jorge Ricardo defende que o objetivo vai muito além de conquistar o título em 2028.
“Queremos que 2028 transforme Amarante. Queremos que as pessoas tenham mais oportunidades de participar na vida cultural, que os nossos jovens encontrem aqui mais possibilidades para criar e que os nossos artistas tenham melhores condições para trabalhar.”
Até à entrega formal da candidatura, o município promete continuar a aprofundar o programa, reforçar parcerias e afinar projetos e orçamento.
O presidente da Câmara deixa ainda uma ideia central: a candidatura pretende partir do legado cultural de figuras como Amadeo de Souza-Cardoso, Teixeira de Pascoaes e Agustina Bessa-Luís, para projetar o futuro cultural do território.
