HÓQUEI PATINS: ACDCP Vila Boa do Bispo entrega equipa sénior e formação a Miguel Viterbo. “É um projeto a médio e longo prazo” [C/AUDIO]

Depois de ficar a apenas um minuto e 24 segundos de garantir a subida à 2.ª Divisão Nacional de hóquei em patins, o ACDCP Vila Boa do Bispo inicia um novo ciclo com Miguel Viterbo no comando técnico da equipa sénior e da coordenação da formação.

A mudança de treinador não altera a ambição do clube do concelho do Marco de Canaveses, que volta a assumir a subida de divisão como objetivo e pretende reforçar o trabalho desenvolvido nos escalões de formação.

A escolha do técnico, de 48 anos surge na sequência da saída de Ruben Fangueiro. Miguel Viterbo chega proveniente do Famalicense, clube que orientou nas últimas duas épocas na 2.ª Divisão Nacional, depois de experiências no Hockey Bassano, em Itália, e na AD Valongo.

Para António Pinto, presidente da secção de hóquei em patins, o convite feito ao ao treinador enquadra-se numa estratégia que já estava delineada antes do desfecho da temporada.

“O Miguel é um treinador que dispensa apresentações. Já o conheço há muitos anos e não foi muito fácil convencê-lo para um projeto destes, mas conseguimos. Quando começámos a contactá-lo, o projeto era para a 2.ª Divisão. Infelizmente isso não aconteceu, mas mesmo assim aceitou o desafio de orientar a equipa na 3.ª Divisão e assumir também a coordenação da formação”, explicou.

António Pinto, presidente da secção de hóquei patins do ACDCP Vila Boa do Bispo

Miguel Viterbo admite que a visão apresentada pela direção foi determinante para aceitar o convite.

“Gostei muito do projeto que me apresentaram e daquilo que vêm para o futuro do Vila Boa do Bispo. É um projeto, não de um ano, mas de médio e longo prazo, com o objetivo de fazer crescer o clube. A equipa sénior já tem vindo a fazer um bom trabalho e esteve muito perto da subida. Agora queremos dar continuidade a esse caminho”, afirmou.

A subida de divisão continua a ser uma meta assumida, embora ambos façam questão de sublinhar que o percurso terá de ser construído passo a passo.

“Vamos lutar outra vez pela subida à 2.ª Divisão. Temos de organizar o clube para conseguirmos subir e criar condições para lá permanecermos. Esse é o nosso objetivo”, garantiu António Pinto.

Miguel Viterbo prefere uma abordagem mais prudente. “Obviamente que temos esse objetivo, mas sem grandes expectativas nem pressões. Vamos olhar para o campeonato jogo a jogo. Ainda estamos a construir o plantel e, neste momento, aquilo que podemos prometer é muito trabalho. Se trabalharmos bem, vamos ser uma equipa competitiva”.

Miguel Viterbo esteve ao serviço do Famalicense nas duas últimas épocas

O novo treinador antevê uma prova ainda mais exigente do que a da época passada.

“No meu entendimento, haverá mais equipas a lutar pela subida. Ainda não sabemos como ficarão constituídas as séries, mas em cada grupo haverá quatro ou cinco equipas com o mesmo objetivo. Fácil não será, mas queremos ser competitivos”, adiantou.

A manutenção da base do plantel é outra prioridade partilhada pela estrutura e pelo técnico.

“Estamos a tentar tudo para conseguir manter a mesma equipa”, revelou António Pinto.

“O objetivo é esse. Estamos a trabalhar para manter a estrutura da época passada e acrescentar um ou outro reforço. O mercado continua aberto e não está fácil, mas vamos tentar”, acrescentou Miguel Viterbo.

Além da equipa sénior, a formação assume um papel central no novo projeto. António Pinto considera que a coordenação de Miguel Viterbo poderá ser determinante para reforçar a identidade do clube.

“A equipa sénior já tem uma base de jogadores do Vila Boa do Bispo e queremos mantê-la. Temos formação e alguns dos nossos atletas acabam por sair para clubes maiores. A ideia é que, mais tarde, regressem e façam parte da equipa sénior. Vamos dar muita atenção à formação para que os jovens sejam cada vez melhores jogadores”, revelou.

O treinador partilha essa visão e deixa claro que os resultados não serão a principal preocupação nos escalões jovens.

“Queremos que os miúdos cresçam, adquiram princípios de jogo e de trabalho e que sintam que aqui têm condições para evoluir. O paradigma que queremos mudar é precisamente esse: fazer com que os jovens com qualidade não sintam necessidade de sair para poderem trabalhar bem”, explicou.

A secção de hóquei continua também focada no reforço das condições do clube. António Pinto destaca o esforço financeiro necessário para manter uma equipa competitiva e aponta a cobertura do ringue exterior como uma das principais prioridades.

“É preciso muito trabalho da direção, dos seccionistas e das empresas que nos apoiam. Temos de continuar a organizar eventos para garantir a sustentabilidade do projeto. Ao nível das infraestruturas, o grande objetivo passa por cobrir o ringue exterior, o primeiro onde começou o hóquei em patins no Vila Boa do Bispo. É um projeto para os próximos anos que permitirá criar ainda melhores condições para todos os escalões”, afirmou.

Na despedida, Miguel Viterbo deixou ainda uma mensagem aos adeptos.

“Espero que estejam connosco desde a primeira jornada. Independentemente dos resultados, queremos senti-los ao nosso lado. Podem ter a certeza de que vamos trabalhar muito para lhes dar alegrias”, concluiu.

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