Depois da subida, o FC Parada mantém Jorge Resende como treinador principal e prepara uma época de exigência máxima. Cerca de 60% do plantel transitou, a aposta passa pelos jovens e a prioridade é clara: “manter o clube na Divisão de Honra AF Porto”.
O FC Parada não quer que a subida seja apenas uma passagem pela Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto (AF Porto).
Depois de conquistar a promoção na última temporada, o emblema do concelho de Paredes mantém Jorge Resende no comando técnico e prepara um campeonato de exigência superior com uma meta assumida desde o primeiro dia: “a manutenção”.
“É importante fazermos uma estabilização e foi isso que foi acordado com a direção. O nosso objetivo passa, única e exclusivamente, por manter o clube na Divisão de Honra. É o único objetivo”, assume Jorge Resende.
A mudança de escalão obrigou a mexer no grupo de trabalho, mas não a uma revolução.
“Ficaram aproximadamente 60% dos jogadores plantel da época passada. Fizemos estes ajustes em consonância com aquilo que achávamos que era importante para a equipa, para o desenvolvimento que estávamos a criar dentro da estrutura”, explica.
O FC Parada optou por uma política de reforços sem grandes nomes ou investimentos fora da realidade do clube.
“Fizemos algumas contratações, mas nada de muito extraordinário, porque também não temos capacidade financeira para o fazer. Apostámos em miúdos, vindos de algumas instituições, o exemplo do Paredes, da formação”, revela Jorge Resende.
A estratégia passa, assim, por crescer sem colocar em causa a estabilidade alcançada. O treinador garante que o clube não pretende seguir caminhos de investimento imediato para tentar acelerar resultados.
“Não entrámos num caminho de fazer hoje tudo e amanhã não fazer nada. Com a sustentabilidade da própria estrutura, queremos caminhar num processo lento, mas bem vincado para os objetivos que a estrutura tem”, adiantou.
A Série 2 da Divisão de Honra coloca ainda o FC Parada perante uma realidade particularmente interessante: a proximidade geográfica entre vários dos adversários.
Os dérbis e os jogos entre clubes da região podem levar mais público aos estádios e criar uma dinâmica que Jorge Resende considera essencial para a sobrevivência do futebol distrital.
“Esta proximidade vai permitir que, às tantas, os campos se tornem diferentes. No futebol atual e na conjuntura que nós vivemos, é extremamente importante criar este elo. É muito difícil a sustentabilidade dos clubes. Se analisarmos um bocadinho mais acima, verificamos que, muitas vezes, os campos não têm adeptos. E o futebol é bonito é com adeptos”, afirmou.
A equipa técnica do emblema paredense terá, para além de Jorge Resende como treinador principal, Nuno Lima como treinador adjunto e Carlos como treinador de guarda-redes.

O primeiro teste chega a 20 de setembro. O FC Parada começa a caminhada na Divisão de Honra AF Porto, fora de portas, em Paços de Ferreira, diante do CCR Raimonda.
