O jogo entre ADCR Eja e FC Frende, da 17.ª jornada da Série 2 da 1.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), disputado no domingo, 1 de fevereiro, ficou marcado por um momento raro no futebol distrital.
Com o resultado praticamente resolvido, o treinador da equipa do concelho de Baião, Tiago Cardoso, lançou em campo o presidente do clube, Hugo Flávio Rocha, de 44 anos, que assumiu a baliza nos derradeiros dez minutos do encontro. Na altura da substituição, o FC Frende vencia, por 5-1.
A inscrição do presidente surgiu na sequência da falta de alternativas para a baliza, depois da lesão do guarda-redes Márcio Buffon, ocorrida no final do ano passado.
Sem suplente disponível, o clube acabou por inscrever Hugo Flávio Rocha, que ocupou esse lugar e acabou por se estrear oficialmente neste desafio.
Após o jogo, o presidente do FC Frende explicou o contexto da sua entrada em campo e assumiu o nervosismo do momento.
“Eles já andavam a brincar com a situação, diziam sempre que um dia destes o presidente ia entrar. Quando estava 5-1, até me comecei a rir quando o treinador me mandou aquecer. Fui para dentro um bocado nervoso, sofri um golo, mas não tive grande culpa nesse lance”, contou, acrescentando que “foram dez minutos que passaram depressa”.
Hugo Flávio Rocha sublinhou ainda o simbolismo da estreia com a camisola do clube que lidera: “É minha estreia oficial com a camisola do Frende. Já tinha jogado quando era miúdo, com 11 ou 12 anos, mas nunca me tinha inscrito na Associação de Futebol do Porto. É a primeira vez e estou sempre pronto para ajudar este clube”.
O encontro terminou com a vitória do FC Frende, por 5-2, mas ficará sobretudo na memória pelo episódio invulgar protagonizado pelo presidente do clube do concelho de Baião. Hugo Flávio Rocha é também presidente da Junta de Freguesia de Frende.
