Américo Costa foi reeleito presidente do FC Alpendorada. A Assembleia Eleitoral desta sexta-feira, 15 de maio, aprovou por unanimidade — sem votos contra nem abstenções — a lista encabeçada pelo dirigente, que assim prolonga o mandato por mais dois anos, até ao final da temporada 2027/2028.
Américo Costa está ligado à direção do clube azul e branco há oito anos, três dos quais como presidente. Nos restantes órgãos sociais registam-se poucas alterações: Manuel Ferreira mantém-se na presidência da Assembleia Geral e Rui Peixoto no Conselho Fiscal.
A tomada de posse da nova direção fica condicionada à apresentação das contas da última temporada. Até essa formalidade estar cumprida — e no limite até 30 de junho —, a atual estrutura permanece em funções.
À saída da assembleia, Américo Costa não escondeu a satisfação pelo resultado. “Ao ser eleito sem qualquer voto contra ou abstenção, é sempre gratificante para quem trabalha em prol deste grande clube sentir que os sócios estão com o presidente”, afirmou.
Para o novo mandato, o dirigente comprometeu-se com uma condução rigorosa dos destinos do clube: “Acima de tudo, uma gestão transparente e cuidada, porque para desmantelar o que foi feito nestes últimos anos é fácil, se não houver esse cuidado. O meu projeto passa por uma gestão transparente e muito rigorosa, sem entrar em loucuras, para não desfazer o que está feito”.
Américo Costa lamentou que mais nenhuma lista se tivesse apresentado a sufrágio, numa declaração que dirigiu claramente aos críticos da sua gestão.
“Sinceramente, ficava satisfeito se tivesse aparecido outra lista. Era sinal que o clube era apetecível. Dizia-se nas entrelinhas que havia gente que ia apresentar uma lista e eu teria todo o gosto em disputar essas eleições com outra candidatura”, referiu.
“Se calhar é preciso ter coragem para gerir um barco deste tamanho. O FC Alpendorada já é uma estrutura que movimenta bastante dinheiro e, acima de tudo, muita responsabilidade, porque já não é um clube em que os papéis ficam em cima da mesa. É preciso prestar contas ao Estado no final de cada mês”, acrescentou.

Questionado sobre uma eventual transformação em Sociedade Anónima Desportiva, Américo Costa descartou a hipótese para já, sem fechar a porta ao futuro.
“Não está equacionada qualquer SAD em Alpendorada, mas toda a gente sabe que o futebol tem sofrido várias transformações e o Alpendorada não pode ficar para trás. Não está fora de hipótese o clube passar para outro tipo de gestão, mas, para já, SAD não está equacionada”, esclareceu.
Em termos desportivos, o presidente assumiu ainda a ambição de levar o emblema azul e branco à Liga 3 durante este mandato, embora sem transformar esse objetivo numa obsessão.
“É a minha aposta para estes dois anos chegar à Liga 3. Se não conseguir, não fico defraudado. Não estou obcecado por isso. Mas o clube está estabilizado e tem conforto para sonhar um pouco mais. Tem de pensar do Campeonato de Portugal para cima, e não para baixo”, vincou.
Américo Costa reforçou que a subida não tem obrigatoriamente de acontecer já na próxima temporada, mas assume-se como meta para o ciclo agora iniciado. “Podemos não conseguir, mas tenho direito a sonhar”, concluiu.

