Amarante recebe até sábado, 31 de outubro, a primeira edição do Amarante Jazz, uma iniciativa da autarquia local que pretende celebrar o jazz nas suas várias expressões e promover o encontro entre diferentes gerações de músicos, linguagens e experiências.
O festival arrancou na quinta-feira, no Amarante Cine-Teatro, com concertos da Orquestra de Jazz de Matosinhos e da cantora mexicana Fuensanta. Segue-se, esta sexta-feira, a apresentação do novo álbum de Mário Barreiros,
“Na Pele da Terra”, e o encerramento, no sábado, fica marcado pelo concerto “Legacy: Miles & Coltrane”, que assinala o centenário do nascimento de Miles Davis e John Coltrane. O alinhamento reúne seis músicos de diferentes nacionalidades: três norte-americanos, um argentino, um espanhol e um português.
Para além dos concertos na sala principal, a programação inclui documentários, entrevistas, masterclasses e after hours no Café Concerto do Cine-Teatro, espaço que, segundo o curador, tem “um piano magnífico”.
Padrinho e curador do festival, Mário Barreiros assume como principal desafio atrair público para a sala e encontrar um equilíbrio entre qualidade e acessibilidade.

“Há muitos géneros de jazz, e há uns que são mais simpáticos e podem atrair mais público”, explicou o músico, que defende que um festival do género deve combinar essa qualidade com aquilo de que as pessoas também possam gostar.
O saxofonista reconhece que o jazz, por ser “uma música com alguma complexidade”, tem naturalmente menos público, o que torna “fundamentais” iniciativas como esta. Apesar de dizer que o jazz é a música de que mais gosta, Mário Barreiros destaca também o percurso que fez pela música clássica e a ligação ao pop rock.
O presidente da Câmara Municipal, Jorge Ricardo, mostrou-se satisfeito com a adesão ao primeiro dia e garantiu que o festival “veio para ficar”. “Quando há qualidade, temos público em Amarante”, afirmou, destacando que a sala do Cine-Teatro estava “muito bem composta”.
O autarca sublinhou que Mário Barreiros é “um dos maiores músicos do país, não apenas do jazz”, e enquadrou o festival na estratégia cultural do concelho, candidato a Capital da Cultura Portuguesa em 2028.
“Não é por acaso que somos candidatos. Temos esta marca cada vez mais distintiva”, disse.
Jorge Ricardo destacou ainda a presença de jovens aprendizes de música no evento, esperando que sirva de incentivo à sua criatividade, e deixou um convite a amarantinos e a visitantes de toda a região.

