LOUSADA: Município debate combate aos lares ilegais no Dia Internacional do Idoso

Câmara de Lousada assinala o Dia Internacional do Idoso com uma manhã dedicada à segurança, dignidade e proteção da população sénior. Especialistas da Justiça, Saúde Pública, GNR e Ação Social vão discutir como prevenir e combater respostas de acolhimento sem enquadramento legal.

O problema dos lares ilegais vai estar esta quinta-feira, 1 de outubro, no centro de um debate promovido pelo Município de Lousada, que aproveita o Dia Internacional do Idoso para colocar em discussão os riscos associados a estruturas de acolhimento e cuidado que funcionam fora do enquadramento legal.

A iniciativa decorre no Auditório Municipal e reúne representantes de diferentes áreas com intervenção na proteção da população idosa. A sessão pretende, além de sensibilizar para o problema, esclarecer os mecanismos existentes para sinalizar, fiscalizar e intervir perante situações de vulnerabilidade.

Um dos momentos da manhã será dedicado à apresentação do Projeto eGuard – Sistema de Teleassistência e Monitorização, uma resposta que pretende reforçar o acompanhamento e a segurança de pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Às 11:00 realiza-se a mesa-redonda “Lares ilegais: como combater”, que vai juntar diferentes perspetivas sobre um problema que pode envolver questões jurídicas, de saúde pública, segurança e ação social.

No debate participam Maria José Pacheco, Procuradora da República da Comarca do Porto Este; Ana Teresa Silva, Médica de Saúde Pública e Autoridade de Saúde; e o Sargento Domingos Machado, do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR.

A moderação estará a cargo de Regina Pacheco, coordenadora do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) do Município de Lousada.

Mais do que discutir o funcionamento de respostas residenciais fora das regras legais, a sessão pretende esclarecer o que pode ser feito quando surgem sinais de alerta e qual o papel que famílias, profissionais e comunidade podem assumir na proteção das pessoas idosas.

Para a autarquia, combater respostas ilegais destinadas à população idosa não passa apenas pela fiscalização. O Município defende também a necessidade de informar as famílias, reforçar as respostas sociais existentes e garantir uma intervenção articulada entre as diferentes entidades.

Partilhar