O Parque Jorge Baldaia, em Santo Isidoro e Livração vai receber, entre os dias 2 e 4 de outubro, a primeira edição do SUCELO, um Festival da Terra, das Origens e da Memória. A organização é da junta de freguesia, em colaboração com todas as coletividades locais.
Segundo Hugo Baldaia, presidente da junta de freguesia de Santo Isidoro e Livração, o festival “terá como principal objetivo revivar a memória da utilização dos usos e costumes dos nossos antepassados”.
O nome do evento tem origem celta, à semelhança de várias referências presentes na freguesia.
“Este nome significa ou remete para o fim das colheitas e o início e a preparação de um novo ano agrícola”, diz o autarca.
O festival conta com a participação de todas as associações da freguesia, que vão promover os produtos e a gastronomia locais. Hugo Baldaia mostra-se confiante no sucesso da iniciativa.
“Acreditamos que este evento vai ser muito bem-sucedido porque o povo gosta, quando se fala em animais, quando se fala em agricultura, gastronomia, são eventos que reúnem sempre muita gente.”
O objetivo é duplo, revela ainda o presidente da junta: “É conseguir, pelo menos, reunir o povo da nossa freguesia e que consigamos também saber com o que chega às outras freguesias e que os puxemos até cá para perceber qual é a dinâmica do nosso povo, a nossa gastronomia, os nossos vinhos, os nossos produtores.”
O festival abre na sexta-feira, dia 2 de outubro, com a atuação do Rancho Folclórico de Vilarinho, do concelho vizinho de Amarante. Pela meia-noite, realiza-se o já tradicional ritual da queimada celta, “que remete também para este início de um novo ano de colheitas e que é sempre um agrado para o povo porque tem ali uma bebida quente no fim da noite”, conta Hugo Baldaia.

O dia 3 de outubro é o mais preenchido do programa. Pela manhã, há um encontro de cavaleiros, que vão mostrar os seus animais e as suas habilidades equestres, seguido de um almoço-convívio aberto a todos, com refeições servidas pelas associações da freguesia.
Às 16:00, é a vez de uma atividade cinegética promovida pela Associação de Caçadores de Santa Cruz de Riba.
“Esta é uma associação que não está sediada na nossa freguesia, mas que promove bastante trabalho de campo na mesma”, refere o presidente da junta, explicando que se trata de “uma prova composta por quatro júris e que é fundamentalmente uma prova de cães colheiros, onde os cães e os seus criadores vão mostrar a destreza e a mestria desses animais na caça ao coelho”.
Já ao final da tarde, cerca das 19:00, realiza-se uma prova de vinhos comentada pelo enólogo Ricardo Saraiva, com a degustação de dois vinhos com rótulo da freguesia — “dois vinhos bastante diferentes, mas que não são tão conhecidos quanto nós gostaríamos e temos o interesse de os divulgar”, nota.
A noite encerra, pelas 22:00, com o concerto musical. “Este vai ser um culminar fantástico, e se o tempo se proporcionar, teremos uma fogueira para que o povo se possa aquecer”, antecipa o autarca.
O programa termina no domingo, dia 4 de outubro, com uma missa campal pelas 10:30, também no Parque Jorge Baldaia, seguida da bênção dos animais — não apenas dos animais de agropecuária presentes na Mostra de Gado, mas também dos animais de companhia de quem se queira juntar à celebração.
O autarca de freguesia deixa o convite a toda a população do concelho e a quem mais se queira juntar ao festival.
“Será um evento muito bonito, com animais, com gastronomia, com vinhos e, acima de tudo, aquilo que nós mais gostamos de proporcionar, que é o convívio entre as gerações, o convívio entre o povo não só da nossa freguesia, mas com os de fora também.”
