A Câmara Municipal de Marco de Canaveses aprovou a abertura de um concurso público internacional para uma empreitada avaliada em 6,25 milhões de euros, destinada à construção de novos reservatórios de água, estações elevatórias e à expansão das redes de abastecimento de água e saneamento no concelho.
A intervenção deverá decorrer entre 2027 e 2029 e será a maior empreitada de sempre da autarquia na área da Água e Saneamento, além de se posicionar entre as maiores obras alguma vez lançadas pelo município.
A empreitada prevê a construção de uma estação elevatória junto aos atuais reservatórios de Maria Gil, na zona da área industrial do Marco, bem como a instalação de uma conduta com cerca de seis quilómetros, destinada a transportar água até ao Alto de Montedeiras.
O projeto inclui ainda uma estação elevatória intermédia, necessária devido à distância e à diferença de cota entre os pontos de origem e destino, e a construção de um novo reservatório em Montedeiras, constituído por duas células com uma capacidade de cerca de 150 metros cúbicos cada.

De acordo com José Manuel Carvalho, vereador com o pelouro das Obras Públicas, a intervenção pretende responder às necessidades de expansão do sistema de abastecimento de água em alta e permitir que a água chegue a várias freguesias atualmente dependentes do reforço da rede.
“É principalmente uma obra estruturante e impactante ao nível daquilo que é o nosso sistema em alta”, afirmou o autarca, sublinhando que a intervenção permitirá “perspetivar o futuro em termos daquilo que é o fornecimento de água”.
A obra deverá também reforçar a capacidade de abastecimento da zona industrial de Marco de Canaveses e da zona sul de Tuias, através do aumento da capacidade de reserva proporcionado pelos novos depósitos.
O projeto contempla igualmente a extensão do abastecimento de água na zona de Manhuncelos e a instalação de condutas de saneamento até à zona de Atoias, com o objetivo de resolver um problema identificado naquela área.
A intervenção integra o plano estratégico definido pelo Município para aumentar a cobertura das redes de água e saneamento no concelho. Segundo José Manuel Carvalho, a autarquia estabeleceu como objetivo atingir, até 2033, taxas de cobertura de 82% no abastecimento de água e 86% no saneamento.
“Estamos de facto a dar passos significativos para recuperar o tempo perdido”, afirmou o vereador, destacando que estão em curso ou previstas outras intervenções destinadas a reforçar as redes no concelho.
Entre as obras referidas está a ETAR de Agrela, prevista para arrancar em outubro, bem como a primeira fase das redes de abastecimento de água e saneamento em Vila Boa de Quires. Esta intervenção será articulada com os reservatórios que estão a ser construídos em Quires e com a conduta que permitirá transportar água a partir de Penafiel.
Também em outubro deverá avançar a segunda fase das redes de Avessadas, depois de concluída a primeira fase. A ETAR de Avessadas encontra-se, segundo o Município, em fase de testes e deverá ser inaugurada em breve.
A aprovação em reunião de Câmara marca o início do procedimento administrativo para a concretização da empreitada. Por se tratar de um concurso público internacional, o processo terá ainda de cumprir as diferentes fases de tramitação antes da adjudicação e consignação da obra.
O vereador das Obras Públicas alertou, por isso, para o calendário previsto e para a necessidade de um período de execução prolongado.
“É uma obra que lançamos agora a concurso” e que “só depois é que será consignada para entrar em obra”, explicou, acrescentando que a intervenção terá “um prazo de execução alargado”.
José Manuel Carvalho enquadra esta e as restantes obras no compromisso assumido pelo executivo municipal para reforçar as infraestruturas de água e saneamento, após a resolução do litígio que se prolongava há décadas com as Águas do Marco.
“Foi um compromisso que assumimos com os marcoenses e que queremos honrar”, afirmou o vereador, considerando a nova empreitada “um passo muito importante” para a melhoria das condições de abastecimento e saneamento no concelho.
A obra vai a concurso e deverá, segundo o vereador, decorrer num prazo alargado, estimado entre 2027 e 2029.
