FUTEBOL: Jogadores do GCD Vila Caiz agredidos após vitória no terreno da UD Lavrense

O GCD Vila Caiz venceu, este domingo, 13 de setembro, no terreno da UD Lavrense, por 1-0, na segunda jornada da Liga Pro da Associação de Futebol do Porto (AF Porto), mas o resultado acabou por ficar para segundo plano devido aos acontecimentos registados após o encontro.

Segundo André Reis, treinador do Vila Caiz, vários jogadores da formação amarantina foram agredidos já fora do estádio, quando se preparavam para regressar a casa. O técnico garante que alguns atletas tiveram de receber assistência hospitalar.

“O que se passou fora de campo foi uma vergonha. Tive jogadores que, com o que se passou fora do campo, tiveram de ir para o hospital”, afirmou.

André Reis esclarece que não pretende atribuir diretamente responsabilidades ao UD Lavrense enquanto instituição, mas condena de forma veemente o comportamento dos adeptos envolvidos.

“Não estou a dizer que a culpa é do Lavrense, mas este tipo de condutas não pode existir no futebol. Não pode ser isto aquilo em que nós acreditamos. Quando não se ganha dentro de campo, tem de se ganhar fora de campo de alguma maneira, e é à porrada. Não faz qualquer sentido”, sublinhou.

O treinador do Vila Caiz relata que alguns dos seus jogadores ficaram isolados e foram alvo de agressões. “Apanharam três, quatro jogadores sozinhos e fizeram deles o que quiseram. Temos jogadores a ir para o hospital e não sei o estado deles. Neste momento, o futebol é o que menos me preocupa. É a integridade física dos meus jogadores e dos envolvidos que lá estavam”, afirmou.

A saída do recinto também terá sido difícil para a comitiva do Vila Caiz. De acordo com André Reis, a equipa teve de ser acompanhada até abandonar o local.

“Tivemos de ser acompanhados para sair de lá, com provocações constantes. Foi, sem dúvida, uma vergonha”, contou, acrescentando que a equipa teve de colocar rapidamente todos os elementos dentro do autocarro por questões de segurança.

O treinador deixa ainda um alerta para o impacto que episódios desta natureza podem ter nos jogadores mais jovens. “Estamos a falar de miúdos de 18 anos que estão a ir para o hospital porque foram agredidos. Em que é que eles acreditam no futebol? Acabaram de sair da formação. Não é este o futebol em que eles acreditam, nem nós”, lamentou.

André Reis considera que os acontecimentos ultrapassam aquilo que pode ser considerado normal num jogo de futebol. “Quando alguém se magoa dentro de campo e tem de ir para o hospital, é triste, mas acontece porque é disputa de jogo. Agora, quando existem situações destas, é extra futebol, extra campo. É, sem dúvida, uma vergonha”.

André Reis admite ainda que o Vila Caiz deverá avançar com as medidas necessárias junto da Associação de Futebol do Porto. “Vamos tomar as medidas necessárias para salvaguardar a integridade física dos meus jogadores e quem precisa de acompanhamento médico. Alguém tem de ser responsabilizado por isto, porque um jogador não pode ir jogar, levar porrada e depois ter de assegurar tudo”, concluiu.

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