A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai reforçar a vigilância na Serra do Marão através de patrulhas a cavalo, no âmbito da Operação Floresta Segurança 2026. A iniciativa foi apresentada esta quarta-feira, 1 de julho, em Amarante, e resulta de uma parceria entre o Comando Territorial do Porto da GNR e a Câmara Municipal de Amarante.
O projeto pretende intensificar a prevenção dos incêndios rurais numa das zonas de maior risco da região, apostando numa vigilância permanente do território. Além da deteção precoce de situações de perigo, as patrulhas terão também uma componente de sensibilização junto das populações e dos visitantes.
Durante a apresentação da operação, o comandante do Comando Territorial do Porto da GNR, coronel Paulo Serra, destacou as vantagens da utilização de cavalos neste tipo de missão.
“O cavalo permite uma maior mobilidade em terrenos de difícil acesso, oferece um excelente campo de visão devido à posição elevada do cavaleiro e possibilita um ângulo de observação mais abrangente. É também um meio silencioso e muito eficaz, que temos comprovado ao longo dos últimos anos na prevenção dos incêndios florestais”, afirmou.
O responsável sublinhou ainda que esta é uma missão particularmente exigente para os militares da GNR, por decorrer em zonas isoladas e diferentes do contexto habitual de patrulhamento urbano.

“Os nossos militares estão devidamente preparados para enfrentar condições mais complexas e exigentes. Estou certo de que vão cumprir esta missão com orgulho e compromisso, conscientes da importância de proteger vidas, habitações e o património florestal”, acrescentou.
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, apelou ao envolvimento da população na vigilância da floresta, defendendo que a prevenção dos incêndios depende de um esforço conjunto.
“Queremos que esta mensagem chegue às populações, porque este é um trabalho de todos. É fundamental que qualquer situação suspeita seja comunicada às entidades competentes para que possamos atuar rapidamente”, afirmou.
O autarca reconheceu ainda a preocupação acrescida provocada pelas elevadas temperaturas previstas para os próximos dias e pelo crescimento significativo da vegetação, consequência da chuva registada nos meses anteriores.
“Essa vegetação constitui hoje uma carga de combustível muito mais perigosa. Com a onda de calor que estamos a atravessar, estamos naturalmente preocupados”, referiu.
Jorge Ricardo destacou igualmente o papel desempenhado pelos baldios, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pelas juntas de freguesia, pelos bombeiros e pela própria GNR na proteção da Serra do Marão, sublinhando que a presença das patrulhas no terreno tem um importante efeito dissuasor.

“Já verificámos no passado que este patrulhamento, seja a cavalo ou de bicicleta, contribui para a defesa da floresta. A presença dos militares junto das populações funciona como um fator de dissuasão e reforça a sensibilização para a prevenção dos incêndios”, concluiu.
A Operação Floresta Segurança 2026 integra o dispositivo nacional de prevenção dos incêndios rurais e pretende reforçar a vigilância numa época particularmente crítica, marcada pelas temperaturas elevadas e pelo aumento do risco de ignições.
