O GD Feira Nova pretende voltar às competições distritais. O anseio foi revelado pelo presidente do clube, Rui Pedro Almeida, à rubrica “Onde a Bola Nunca Parou”, do site da Associação de Futebol do Porto (AF Porto).
O emblema do concelho do Marco de Canaveses disputa atualmente a Liga Marcoense de Futebol Amador (LIMFA), mas a filiação na AF Porto é um objetivo assumido.
“Queremos filiar-nos na Associação de Futebol do Porto. Temos, aliás, uma equipa com qualidade e potencial para fazer boa figura nas provas da AFP”, afirmou Rui Pedro Almeida, acrescentando que jogar nessas provas “seria diferente e um desafio muito maior”.
“É um campeonato mais longo, contra equipas que nunca defrontámos. É uma motivação a mais para nós”, sublinhou.
O principal obstáculo é o recinto desportivo, que não está registado. Sem esse registo, o clube não consegue aceder a apoios financeiros — camarários ou do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) — para financiar as obras necessárias.
“Neste momento temos o problema do nosso recinto desportivo, que não está registado e sem isso não conseguimos chegar a qualquer tipo de apoios para nos ajudar a financiar as obras. Ainda recentemente tivemos uma reunião, mas o processo ainda vai demorar”, admitiu o presidente, sem apontar prazos.

Na época que agora terminou, o GD Feira Nova concluiu no 2.º lugar da LIMFA e disputou a final da Taça do Município do Marco de Canaveses, onde perdeu frente ao GD Penha Longa.
O clube da freguesia de Bem Viver foi reerguido há cinco anos, depois de 18 anos ao abandono. A direção liderada por Rui Almeida recomeçou do zero, com tudo muito degradado.
“Foi preciso recomeçar do zero, porque estava tudo muito degradado, com muito trabalho nosso. Mas organizámos angariações de fundos, criámos eventos, jantares e juntámos patrocínios para ajudar a pagar as obras e a época desportiva”, explicou o presidente ao site da AF Porto.
O campo foi nivelado, os balneários melhorados, foi construído um mural de 30 metros — que conta a história e a identidade do clube — e uma forca, símbolo do GD Feira Nova, com a inscrição “bem-vindos à forca”.
Apesar dos progressos, a falta de infraestruturas adequadas ainda limita a captação de jovens da freguesia.
“Temos competido com uma equipa sénior, mas a freguesia ainda tem uma população jovem considerável, que acaba por ir jogar para freguesias vizinhas. Mas temos consciência de que temos de criar condições para isso”, reconheceu Rui Pedro Almeida.
No concelho, o clube é conhecido pela forte adesão dos adeptos. “O clube tem potencial para mais, sem dúvida, até porque arrasta muita gente nos jogos e faz com que nos sintamos quase sempre em casa, mesmo quando vamos fora, porque vão sempre muitos adeptos”, destacou o dirigente.
Fundado em 1963, o GD Feira Nova filiou-se pela primeira vez na AF Porto na época 1992/93.

