Marco de Canaveses: Testaram negativo para Covid-19 utentes dos continuados da Santa Casa [C/AUDIO]

SantaCasa_2020.04.01

Não há infetados por Covid-19 na Unidade de Cuidados Continuados (UCC) da Santa Casa da Misericórdia do Marco de Canaveses.

Naquela instituição foram confirmados quatro casos positivos de infeção pelo novo coronavírus – quatro mulheres entre os 80 e os 93 anos – que se encontravam internadas no hospital.

Por isso, os vinte utentes da unidade de continuados também foram submetidos a testes de despistagem, na segunda-feira. Os resultados, conhecidos hoje, deram negativo.

“Uma boa notícia”, reconhece Agostinho Marques, diretor clínico da Santa Casa.

“As noticias têm sido relativamente boas porque já no hospital, onde temos quatro doentes infetados e que, felizmente, estão muito bem, a noticia não foi má porque nós esperávamos, com toda a franqueza, piores noticias”, confessa.


“Até este momento não se fazia este tipo de análise de uma maneira sistemática e ficava sempre a dúvida se há doença não estaria a ganhar terreno. Assim, ficamos tranquilos”.

Entretanto, em Marco de Canaveses estão confirmados vinte casos por Covid-19, segundo os dados divulgados hoje pela Direção Geral da Saúde (DGS).

Na região do Tâmega e Sousa o número de infetados com o novo coronavirus não para de crescer.

Estão dadas como positivas um total de 301 pessoas. Lousada continua a ser o concelho com mais indivíduos infetados, um total de 52, seguido de Felgueiras, com meia centena de casos positivos.

Em Portugal subiu para 187 o número de mortos. O último balanço diário da DGS revela ainda que há 8.251 infetados confirmados.

Em relação a ontem, há mais 27 mortos e mais 808 casos confirmados. Um aumento de 11 por cento em relação aos infetados e de 19,9 em relação aos óbitos.

Instado a comentar os dados desta quarta-feira, Agostinho Marques considera que “a evolução dos números totais está dentro do previsto, um bocadinho atenuados pelos esforços pelo país inteiro, nomeadamente pelas pessoas, ao isolarem-se”.

O pneumologista e diretor clínico da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses admite que “não há motivos para grandes otimismos”, mas sublinha que a situação em Portugal, neste momento, “é compaginável com os recursos para tratar os doentes graves”.


“Era vital que não deixássemos aumentar muito mais, mesmo que demore tempo, de maneira a manter um patamar de quantidade que seja compatível com os cuidados intensivos que possam fazer falta. Enquanto assim for conseguiremos manter o que temos hoje, que é uma taxa de mortalidade das mais baixas da europa”, frisa.