Marco de Canaveses: Santa Casa apela a “solução local” para realização de novos testes [C/AUDIO]

HospitalMarco_2020.03.31

O diretor-clínico da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses (SCMMC) apelou “a uma solução local” para que seja possível realizar junto dos utentes daquela instituição mais testes de despistagem à Covid-19.

Agostinho Marques adverte que a SCMMC “está a precisar de fazer outro rastreio” à Covid-19 de forma a identificar e isolar eventuais casos de infeção pelo novo coronavírus. Para que isso seja possível pede à Câmara Municipal “que gaste algum dinheiro” na realização de novos testes.

O pneumologista lembra que já foram feitos “cerca de 100 testes” através de “uma empresa privada”, o que consumiu elevados recursos financeiros da instituição. A ajuda da autarquia seria essencial, numa altura em que a Santa Casa “tem enormes despesas e não tem proventos”.

“Como se trata aqui de cuidados à comunidade é ir ao encontro de muitas famílias da comunidade. Parece-me que a autarquia era o órgão adequado para solucionar este problema, na falta, naturalmente, do serviço nacional de saúde”, diz.


“Eu compreendo que a Câmara não queira gastar dinheiro, porque tem onde mais gastar o dinheiro, e porque a Direção Geral-Saúde diz que o vai fazer, mas não faz. Não faz porque há falta de testes e, se vai fazer em todas as Misericórdias, durante uns dias não faz a mais ninguém. É por isso que eu apelo a uma solução local e apelo à Drª Cristina Vieira, que é uma autarca muito sensível à comunidade, que nos ajude”, acrescenta.


O diretor-clínico da Santa Casa sublinha que um novo rastreio é indispensável porque se tratam de “pessoas muito frágeis nas quais estas doenças dão formas graves e matam”.

Contudo, “na maioria dos casos dão formas leves e com poucos sintomas. Por isso, se não fizermos rastreio, podem nos escapar doentes que são focos de contágio”, explica.

O primeiro rastreio na Santa Casa do Marco detetou “sete casos positivos” por Covid-19, quatro utentes e três funcionários. Agostinho Marques assegura que os utentes infetados “estão estáveis e em fase de recuperação”, enquanto os funcionários “recuperam em casa e sem sintomas”.


O pneumologista garante ainda que, neste momento, “não há mais nenhum caso diagnosticado ou suspeito”, mas realça “que há todo o interesse em fazer-se rastreio outra vez”.

“É muito importante, perante populações frágeis de idade, encontrar os casos precocemente para os isolar e não atingir os outros”, salienta.