FUTEBOL: Barrosas preferia ter escapado à descida dentro de campo [C/AUDIO]

EstadioBarrosas_2020.04.15

O diretor-desportivo do Barrosas considera que a Associação de Futebol do Porto (AFP) atuou de forma “justa” ao anular as descidas de divisão, após o cancelamento de todas as competições seniores, devido à Covid-19. No entanto, Carlos Ribeiro preferia uma manutenção assegurada dentro das quatro linhas.

No momento da suspensão dos campeonatos, o emblema do concelho de Felgueiras encontrava-se em zona de despromoção na série 2 da Divisão de Elite, mas com menos um jogo do que o vizinho Lixa.

Recorde-se que o Barrosas parou uma semana antes dos outros clubes, não tendo disputado, por precaução, a partida caseira da 25ª jornada, diante do Freamunde, depois de ter sido detetado um caso de Covid-19 numa fábrica de calçado instalada nas proximidades do seu estádio.

Por isso, Carlos Ribeiro diz que a decisão da AFP “é bastante justa, porque não podia descer o Barrosas quando o calendário não estava acertado”.


O dirigente assume satisfação pelo facto da equipa ter escapado à descida de divisão, mas garante que, apesar “da situação delicada na tabela classificativa, preferia que o campeonato tivesse acabado”.

“Mas já que não houve condições para terminar o campeonato, naturalmente que nos agrada o facto de não haver descidas, porque iria ser injusto alguém descer – fossemos nós ou outra equipa qualquer – sem o calendário estar acertado”.

Por outro lado, a AF Porto decidiu manter o regime de subidas, embora na Divisão de Elite subsista a dúvida se será possível promover algum clube aos nacionais.

Na opinião de Carlos Ribeiro, “os primeiros classificados deviam subir, nem que se tivesse de alargar o Campeonato de Portugal ou criar mais uma divisão a nível nacional”.


“Neste aspeto parece-me injusto que não suba ninguém porque foram equipas que fizeram bastantes sacrifícios. Neste caso, o Salgueiros e o Tirsense deveriam ser recompensados pela regularidade que tiveram ao longo da época”, sustenta.

Carlos Ribeiro aproveitou para agradecer à AFP o pacote de 200 mil euros que disponibilizou de apoio aos clubes. Cada coletividade receberá “cerca de 750 euros”. O diretor desportivo do Barrosas só discorda do critério de distribuição adotado, porque “os custos de um clube que está na segunda distrital não é o mesmo de um clube de Elite”.


Quanto à linha de crédito disponibilizada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aos clubes amadores atingidos pelo impacto do Covid-19, Carlos Ribeiro garante que o Barrosas “não vai necessitar de recorrer a este apoio monetário”.

O dirigente assegura que o emblema felgueirense fechou a época com “as contas em dia”.

“Cumprimos tudo o que tínhamos de cumprir com os jogadores e com os funcionários do clube até à data em que a nossa atividade foi suspensa. Está tudo pago e acabamos esta época com zero dívidas”, revela.


Em relação ao futuro e à próxima temporada, Carlos Ribeiro preferiu não se alongar sobre o assunto, lembrando que “este é ano de eleições em Barrosas”.

“Primeiro é necessário encontrar uma direção para dirigir o clube. Enquanto isso não estiver decidido não vamos tomar nenhuma iniciativa”, sublinha.