Baião: Município equipa centros escolares para receber os idosos dos lares em caso de necessidade

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A Câmara Municipal de Baião tem 68 camas distribuídas pelos Centros Escolares de Campelo, Santa Marinha do Zezere e Santa Cruz do Douro, para acolher cidadãos seniores em caso de urgência.

Estes espaços funcionarão como unidades de acolhimento de cidadãos seniores, caso se verifiquem situações de contaminação por COVID-19, num dos lares do concelho.

A montagem foi feita por trabalhadores da Câmara Municipal e com recursos da autarquia. Os Centros Escolares possuem ainda espaços sanitários e de duche para permitir conforto no caso da sua utilização pelos cidadãos seniores.

Esta medida foi implementada em articulação com a Delegada de Saúde Pública de Baião, Gabriela Saldanha e em diálogo com as instituições de solidariedade social com valência de lar, nomeadamente Santa Casa da Misericórdia e Centro Social de Santa Cruz do Douro. Foi também articulada com a Segurança Social.

Os espaços foram validados durante o dia 7 de abril pela delegada de saúde concelhia e pela representante da Segurança Social, Manuela Queiroz, acompanhadas pelo Coordenador Municipal de Proteção Civil, José Manuel Ribeiro, pelo coordenador técnico dos serviços externos da autarquia baionense, Armando Ribeiro e por representante dos Agrupamentos Escolares
Os Centros Escolares foram escolhidos devido à proximidade com os lares, que se situam em Campelo, Santa Marinha do Zêzere e Santa Cruz do Douro.

A Câmara Municipal de Baião tem também reservadas 7 outras estruturas, incluindo os Albergues Turísticos de Portomanso (Ribadouro) e de Mafómedes (Teixeira), para o caso de cidadãos baionenses contaminados com COVID-19, ou profissionais de saúde, necessitarem de um local para isolamento fora da sua residência. Também a Fundação Eça de Queiroz disponibilizou alojamentos para esta finalidade. Existem ainda outras estruturas identificadas e que podem ser afetadas para esta finalidade se a necessidade surgir.

O autarca baionense Paulo Pereira afirmou já que a Câmara Municipal não vai descurar esforços para fazer frente à crise. “O que for preciso da nossa parte, incluindo mexer nos orçamentos para afetar a esta causa, faremos. As obras são importantes, mas as pessoas estão primeiro”, afirmou.