Penafiel: Autarcas do Tâmega e Sousa reivindicam reforço de fundos comunitários para a região

CIMTS_CCDRN_2021.11.25

Os autarcas do Tâmega e Sousa reivindicaram junto do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) uma discriminação positiva na captação de fundos do próximo quadro comunitário, por considerarem que só desta forma será possível resolver os problemas estruturais desta região, para que a mesma seja uma verdadeira “região-oportunidade” e não uma “região- problema”.

A reivindicação foi feita na reunião de preparação do próximo ciclo de fundos comunitários 2021-2027 para a região Norte (Norte 2030), que juntou os autarcas dos concelhos da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e o presidente da CCDRN, António Cunha.

No encontro foram discutidos dois pontos com implicações diretas na atualidade e no futuro da região do Tâmega e Sousa, bem como a proposta de Acordo de Parceria Portugal 2030, que está em discussão pública.

Os presidentes dos municípios do Tâmega e Sousa pronunciaram-se ainda sobre os domínios ou tipologias de investimento que consideram prioritários para a região no próximo quadro comunitário 2021-2027, salientando a necessidade de investir na mobilidade e nos transportes e na atração e captação de investimento empresarial, bem como de instituições universitárias e centros de investigação, desenvolvimento e inovação.

Na reunião foram ainda partilhadas informações socioeconómicas da região Norte e das suas sub- regiões, tendo o Presidente da CCDR-N reconhecido que, neste âmbito, o Tâmega e Sousa é considerada uma “região-problema”, apresentando dos piores indicadores do País, um cenário que se estende ao atual ciclo de financiamento comunitário (Norte 2020), no qual a região do Tâmega e Sousa tem também dos piores indicadores da região Norte. De destacar o facto de o Tâmega e Sousa registar um fundo aprovado por habitante no valor de 2.028€, o mais baixo das oito NUTS III que compõem a região Norte, sendo a média da região de 2.860€/hab.