Marco de Canaveses: Risco de colapso de açude impede licenciamento da Praia da Pontinha [C/AUDIO]

PraiaPontinha_2019.08.13

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) voltou a travar o licenciamento da Praia Fluvial da Pontinha, na freguesia do Marco. 

Apesar do problema da falta de qualidade da água no rio Ovelha já ter sido ultrapassado, a APA voltou a indeferir o pedido da autarquia, justificando agora “que o açude a jusante da praia apresenta risco de colapso”, argumenta o vice-presidente e vereador com o pelouro do ambiente do Município, Mário Bruno Magalhães.

“Após um longo trabalho e de várias justificações que nos foram apresentadas durante os últimos meses, a APA inviabilizou porque diz que o açude da Pontinha apresenta alguns problemas de segurança. Dado esse aspeto não aprovou a praia”.


Entretanto, um técnico da APA visitou o açude e a Câmara Municipal aguarda “pela elaboração do relatório”. A autarquia está disponível “custear todo o trabalho de recuperação do açude”, para evitar a sua demolição.

O açude foi construído há cerca de 100 anos para encaminhar as águas para a eletromoagem do Marco, fábrica de massas e farinhas localizada junto à estação do Marco.

O processo de licenciamento da praia da Pontinha, procurada em tempo de verão por centenas de pessoas, arrasta-se há vários anos e tem sido uma luta travada também pelo anterior executivo PSD, liderado por Manuel Moreira.

Nesta altura, o atual executivo camarário já está a elaborar uma nova candidatura para o próximo ano.

Mário Bruno Magalhães esclarece ainda que o Municipio já arrancou com “um levantamento topográfico de todos os terrenos entre a Praia da Pontinha e a Ponte de Várzea” para uma futura construção de um passadiço pedonal que atravessará alternadamente as duas margens do rio.


“Chegamos à conclusão que não vamos trabalhar só a margem esquerda, mas também a direita, porque há certas zonas onde vamos ser confrontados com barreiras naturais ou com muros. Onde não for possível seguir em frente cruzámos para a outra margem, fazemos o trajeto do outro lado e depois regressamos à outra margem”, desvenda.

“Vamos ficar por agora na ponte de Várzea, mas o objetivo será ir mais à frente”, conclui.