Marco de Canaveses: Decretado o Estado de Emergência Municipal

CamaraMarco_2020.03.17

O Município do Marco de Canaveses ativou no domingo o Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil, um mecanismo destinado a situações excecionais, que visa dispor e organizar os recursos públicos e privados para fazer face a qualquer tipo de situação de emergência.

A decisão prende-se com a necessidade de garantir que todos os organismos públicos e privados e, principalmente, os cidadãos, integram organizadamente o esforço crucial de diminuir/impedir os contágios pelo novo Coronavírus COVID-19.

O principal objetivo é “conter eventuais linhas de contágio face à evolução da situação epidemiológica da pandemia da Covid-19 e, principalmente, de preparar o melhor possível todo o apoio que as autoridades do âmbito da saúde e do âmbito psicossocial entenderem necessário e adequado para responder ao grande aumento que se prevê das necessidades das populações que venham a ser direta ou indiretamente afetadas pela COVID-19”, diz a presidente da Câmara Municipal, Cristina Vieira.

Esta não foi, no entanto, a única razão pela qual foi tomada a decisão de ativação do Plano Municipal . Este esforço conjunto para ajudar os serviços de saúde a manterem a melhor capacidade de resposta, obrigou a alterações excecionais na organização dos serviços públicos e no tecido empresarial, com impacto direto na normalidade da vida das populações.

Há ainda outras razões pelas quais foi ativido o PMEPC, designadamente, reforçar e reorganizar todos os meios e recursos disponíveis no Marco de Canaveses, para apoiar as unidades de saúde na preparação e operacionalização da receção, triagem e encaminhamento de doentes para as unidades de saúde de referência, criar alternativas de resposta ao nível do apoio psicossocial à população em geral, com especial atenção às populações de risco, nomeadamente aos idosos com suporte familiar insuficiente ou inexistente e outros cidadãos com necessidades especiais, garantir reserva de recursos humanos e materiais dos agentes de proteção civil para garantir a manutenção da capacidade de resposta às operações comuns de proteção e socorro à população.

Garantir, ao abrigo do principio da subsidiariedade, junto das autoridades supramunicipais o pedido urgente de equipamentos de proteção individual, para que os profissionais de saúde e demais elementos envolvidos nas operações de proteção civil desempenhem as missões que lhes forem confiadas, preservando a integridade da sua segurança individual e coletiva, uma vez que já́ foram adquiridos os stocks disponíveis ao nível municipal e, ainda assim, são manifestamente insuficientes, é outros dos propósitos invocados.

A Presidente de Câmara recorda aos cidadãos que “as semanas que se avizinham serão altamente desafiantes”.

“Se todos cumprirem com serenidade as recomendações da Direção-Geral da Saúde e as determinações relativas ao Estado de Emergência que foi declarado pelo Senhor Presidente da República, estaremos a contribuir para oferecer aos nossos profissionais de saúde e aos nossos agentes de proteção civil as melhores condições para, também eles, nos ajudarem da melhor forma o desafio que se aproxima”, conclui.

Refira-se que o concelho já regista quatro vítimas infetadas por Covid-19.