Marco de Canaveses: Concelho vai ter gabinete de apoio a vítimas de violência doméstica [C/AUDIO]

CMMN_2020.04.17

O concelho de Marco de Canaveses vai ter um espaço físico para atendimento e apoio a vítimas de violência doméstica. A nova estrutura surge da assinatura do “Protocolo para a Territorialização de Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica”, entre o Município, a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade e a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS).

Para assegurar o novo serviço, vai ser criado um espaço que garante condições de confidencialidade e atendimento especializado.

“Vamos começar por capacitar técnicos especializados par o atendimento das vítimas. O Município de Marco de Canaveses identificou dois técnicos que começarão a receber esta capacitação”, começou por dizer Joaquim Santos, Chefe de Divisão dos Assuntos Sociais e Desenvolvimento Económico.

Para o técnico, assim que o gabinete estiver em funcionamento, “prestará apoio a vítimas de qualquer concelho da região, por isso é que exigiu esta concertação intermunicipal para que todos os concelhos pudessem ficar dotados destes recursos”.

Este é um atendimento de primeira linha que vai articular a resposta e os recursos que melhor servem cada situação.

“Por isso, é que para além desta parceria entre a autarquias, a CIM-TS e a Secretaria de Estado, também outorga parcerias com as forças policiais, os bombeiros e outras entidades com responsabilidade nesta matéria”, realça.

O serviço é fundamentado na necessidade de dar resposta a um conjunto de interpelações e preocupações em matéria de violência doméstica.

“Ele aparece depois de um conjunto de reflexões e de posições públicas dos órgãos consultivos, nomeadamente, o Conselho Local de Segurança. Convém, também, não esquecer que fomos contemplados com um Juízo de Família e Menores, que estará a funcionar partir do dia 1 de setembro”.

A entrada em funcionamento do serviço de atendimento e apoio a vítimas de violência doméstica do concelho de Marco de Canaveses “vai depender da capacitação inicial dos técnicos, podendo iniciar funções no último trimestre do ano”, conclui Joaquim Santos.

 


Joaquim Santos | Chefe de Divisão dos Assuntos Sociais e Desenvolvimento Económico da CMMC