FUTEBOL: FC Lixa teme não ter dinheiro para manter sete jogadores estrangeiros [C/AUDIO]

JogadoresLixa_2020.03.25

O FC Lixa continua a suportar as despesas de sete jogadores estrangeiros do plantel, enquanto aguarda por uma decisão sobre um eventual cancelamento dos campeonatos. Financeiramente a situação começa a ser insustentável.

Albino Lopes considera que é urgente uma tomada de posição definitiva da Associação de Futebol do Porto (AFP) sobre a suspensão das provas que estão sob a alçada daquele organismo.

O vice-presidente do FC Lixa, que já defendeu que, devido à pandemia da Covid-19, “não há outra solução” que não seja o cancelamento dos campeonatos, está preocupado com o impacto financeiro que esta paragem forçada está a ter na vida do clube.

Albino Lopes revela que teme “não ter dinheiro” para suportar as despesas com sete jogadores estrangeiros do plantel que permanecem em Portugal, numa altura em que as receitas são quase nulas.

“As receitas dos pequenos clubes são escassas. Habitualmente, quem põe dinheiro nos clubes são os diretores e os diretores do Lixa também querem poupar alguma coisa, pois estes são tempos de grande contenção. O que me preocupa é ter dinheiro para que nada falte a estes rapazes que estão cá e são do outro lado do mundo”, confessa.


A despesa mensal com os atletas estrangeiros é superior “a dois mil euros”.

“É muito dinheiro para um clube como o Lixa. E agora, onde é que vamos buscar o dinheiro? Aos sócios? Às empresas? Nesta altura as empresas vão tentar hibernar e sair desta fase com algum crédito e algum dinheiro. Portanto, não é altura de fazer dinheiro”, sustenta.

“Alguns desses atletas chegaram à Lixa por intermédio de empresários que agora contactados mantêm os telefones desligados”, denuncia.

Para além da questão financeira, fazer regressar os jogadores aos seus países de origem, em plena crise pandémica, é outra questão que deixa o vice-presidente do FC Lixa apreensivo.

“Esta situação já podia estar resolvida se a associação tivesse tomado a decisão certa, na hora certa”, defende.